HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Em relação à dissecção linfonodal na gastrectomia para o tratamento do câncer gástrico:
Linfadenectomia D2 = linfonodos perigástricos + vasos do tronco celíaco (hepática comum, gástrica esquerda, esplênica).
A linfadenectomia D2 para câncer gástrico é o padrão ouro e envolve a remoção dos linfonodos perigástricos (grupos 1-6) e dos linfonodos ao longo dos vasos do tronco celíaco, incluindo a artéria hepática comum, artéria gástrica esquerda e artéria esplênica (grupos 7-11).
O câncer gástrico é uma neoplasia maligna com alta morbidade e mortalidade, e a cirurgia é a principal modalidade de tratamento curativo. A extensão da ressecção cirúrgica, incluindo a linfadenectomia, é um fator crítico para o prognóstico e o estadiamento da doença. A linfadenectomia D2 é o padrão ouro para a maioria dos pacientes com câncer gástrico ressecável. A linfadenectomia D2 envolve a remoção sistemática dos linfonodos perigástricos (grupos 1-6, que incluem pequena e grande curvatura, cárdia e piloro) e dos linfonodos de segunda estação, localizados ao longo dos vasos principais do tronco celíaco. Estes incluem os linfonodos da artéria gástrica esquerda (grupo 7), da artéria hepática comum (grupo 8), do tronco celíaco (grupo 9) e da artéria esplênica e hilo esplênico (grupos 10 e 11). Essa extensão garante um estadiamento oncológico mais preciso e melhora a sobrevida em centros especializados. A indicação da linfadenectomia D2 não se restringe apenas a tumores T3/T4, sendo recomendada para a maioria dos tumores ressecáveis. A esplenectomia profilática não é rotineiramente associada à D2, pois aumenta a morbidade sem benefício oncológico. O número mínimo de linfonodos para um estadiamento adequado é um ponto de debate, mas a maioria das diretrizes atuais recomenda um mínimo de 15 linfonodos para garantir a precisão do estadiamento patológico.
A linfadenectomia D1 remove apenas os linfonodos perigástricos (grupos 1-6), enquanto a D2 inclui esses linfonodos mais os linfonodos ao longo dos vasos do tronco celíaco (grupos 7-11), oferecendo um estadiamento mais preciso e melhor controle oncológico.
Não, a esplenectomia profilática não é recomendada rotineiramente na linfadenectomia D2, pois aumenta a morbidade sem benefício oncológico adicional, sendo reservada para casos de invasão direta do baço ou linfonodos hilares esplênicos.
Para um estadiamento patológico adequado do câncer gástrico, é recomendado que um mínimo de 15 linfonodos seja examinado, embora a alternativa mencione 10, 15 é o número mais aceito atualmente.
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