UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Gestante com 39 semanas de gestação procurou a Emergência Obstétrica por não estar sentindo o feto mexer-se naquele dia. Com a confirmação da diminuição dos batimentos fetais ao Doppler, foi realizada cesariana. O recém-nascido, sem malformações aparentes, apresentou cianose e flacidez e não chorou. Após o clampeamento imediato do cordão, foi levado ao berço de reanimação, secado, estimulado e avaliado, tendo sido constatada ausência dos batimentos cardíacos. O neonato não respondeu às manobras de reanimação avançada, seguindo com ausência de frequência cardíaca até o décimo minuto após o nascimento. Diante do quadro, qual a conduta mais adequada?
Assistolia persistente em RN > 10 min de reanimação avançada → considerar interrupção aos 20 min.
A decisão de interromper a reanimação neonatal em casos de assistolia persistente é complexa e baseada em evidências de prognóstico desfavorável. As diretrizes atuais recomendam considerar a interrupção após 10 minutos de reanimação avançada sem resposta, mas a decisão final pode estender-se até 20 minutos, especialmente em situações de asfixia intraparto.
A reanimação neonatal é um procedimento crítico que exige conhecimento e agilidade da equipe médica. A asfixia perinatal é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e a resposta rápida e eficaz nos primeiros minutos de vida pode determinar o desfecho. As diretrizes de reanimação neonatal são revisadas periodicamente para incorporar as melhores evidências, visando otimizar a sobrevida e minimizar sequelas. A decisão de interromper a reanimação é uma das mais difíceis na prática pediátrica. As diretrizes atuais, como as da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da American Academy of Pediatrics (AAP), recomendam que, após 10 minutos de assistolia persistente, apesar de reanimação avançada completa e correta, o prognóstico é extremamente desfavorável. No entanto, a decisão final pode ser estendida até 20 minutos, especialmente em situações de asfixia intraparto, e deve ser discutida com a família. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com os protocolos de reanimação neonatal, incluindo os critérios para iniciar, continuar e interromper as manobras. A comunicação empática e clara com a família sobre o prognóstico e as decisões tomadas é um componente essencial do cuidado, mesmo em situações de desfecho desfavorável.
A reanimação neonatal é iniciada em recém-nascidos que não respiram ou respiram inadequadamente, apresentam bradicardia (FC < 100 bpm) ou cianose persistente após os passos iniciais de estabilização.
A interrupção da reanimação deve ser considerada após 10 minutos de assistolia persistente, apesar das manobras de reanimação avançada completas e eficazes. Em alguns casos, pode-se estender até 20 minutos.
O prognóstico neurológico de recém-nascidos que permanecem em assistolia por mais de 10 minutos, mesmo com reanimação adequada, é extremamente reservado, com alta taxa de mortalidade e sequelas neurológicas graves nos sobreviventes.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo