HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
O ligamento de Berry tem importância cirúrgica na tiroidectomia total devido à:
Ligamento de Berry → íntima relação com nervo laríngeo recorrente → risco de lesão em tiroidectomia.
O ligamento de Berry é uma estrutura fibrosa que fixa a tireoide à traqueia, sendo crucial na tiroidectomia devido à sua proximidade com o nervo laríngeo recorrente, que pode ser inadvertidamente lesado durante a dissecção. A identificação e preservação deste nervo são prioridades para evitar rouquidão ou afonia.
O ligamento de Berry, também conhecido como ligamento suspensor da tireoide, é uma condensação da fáscia pré-traqueal que fixa a glândula tireoide à traqueia e à cartilagem cricoide. Sua importância clínica reside na sua localização anatômica, que o coloca em estreita proximidade com o nervo laríngeo recorrente, uma estrutura vital para a fonação. A compreensão detalhada desta anatomia é fundamental para cirurgiões de cabeça e pescoço. Durante a tiroidectomia total, a dissecção e ligadura dos vasos tireoidianos inferiores e a liberação da glândula da traqueia exigem extrema cautela na área do ligamento de Berry. O nervo laríngeo recorrente, ramo do nervo vago, ascende pelo sulco traqueoesofágico e pode estar aderido ou passar através do ligamento, tornando-o vulnerável a lesões. A identificação visual do nervo é o padrão ouro para sua preservação. A lesão do nervo laríngeo recorrente é uma das complicações mais temidas da tiroidectomia, podendo resultar em paralisia da corda vocal ipsilateral, manifestando-se como rouquidão ou disfonia. Em casos de lesão bilateral, pode ocorrer paralisia das duas cordas vocais, levando a obstrução das vias aéreas e necessidade de traqueostomia. Portanto, o conhecimento aprofundado da anatomia e técnicas cirúrgicas para preservar o nervo é crucial para a segurança do paciente e o sucesso do procedimento.
O ligamento de Berry é crucial na tiroidectomia por sua íntima relação com o nervo laríngeo recorrente, aumentando o risco de lesão nervosa se não for dissecado com cautela.
A lesão do nervo laríngeo recorrente pode causar rouquidão, disfonia ou, em casos bilaterais, afonia e dificuldade respiratória, exigindo traqueostomia.
A identificação visual do nervo laríngeo recorrente, o uso de neuromonitorização intraoperatória e a dissecção cuidadosa na região do ligamento de Berry são estratégias para minimizar o risco.
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