Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
O procedimento cirúrgico que apresenta os menores índices de ligadura ureteral inadvertida é:
Histerectomia vaginal tem menor risco de lesão ureteral inadvertida devido à menor dissecção e visualização direta.
A histerectomia vaginal, por ser realizada por via natural e envolver menor dissecção do espaço retroperitoneal e menos manipulação dos tecidos adjacentes ao uretér, apresenta um risco significativamente menor de lesão ureteral inadvertida em comparação com as abordagens abdominal e videolaparoscópica.
A histerectomia é um dos procedimentos ginecológicos mais comuns, e a lesão do uretér é uma complicação rara, mas potencialmente grave. A ligadura ureteral inadvertida pode levar a hidronefrose, infecção e, em casos extremos, perda da função renal. A compreensão das diferentes abordagens cirúrgicas e seus riscos associados é crucial para a prática segura e para a prevenção de iatrogenias. Entre as diversas abordagens para histerectomia, a via vaginal é classicamente associada aos menores índices de lesão ureteral. Isso se deve à menor necessidade de dissecção do espaço retroperitoneal, onde o uretér se localiza, e à manipulação mais limitada dos tecidos adjacentes ao trajeto ureteral. Em contraste, as histerectomias abdominais e videolaparoscópicas, especialmente as mais complexas ou ampliadas, podem exigir maior dissecção e visualização indireta, aumentando o risco. A prevenção da lesão ureteral envolve um conhecimento aprofundado da anatomia pélvica, identificação do uretér quando necessário, e o uso de técnicas cirúrgicas cuidadosas. Embora a histerectomia videolaparoscópica ofereça benefícios como menor tempo de recuperação, o risco de lesão ureteral pode ser comparável ou até ligeiramente maior que a abdominal em mãos menos experientes, enquanto a vaginal mantém um perfil de segurança superior nesse aspecto específico.
A histerectomia vaginal envolve menor dissecção do espaço retroperitoneal e menos manipulação dos tecidos próximos ao uretér, além de uma abordagem mais direta e anatômica, o que reduz o risco de lesão inadvertida em comparação com outras vias.
Fatores que aumentam o risco incluem grandes úteros, endometriose severa, doença inflamatória pélvica, cirurgias prévias, anatomia distorcida e a complexidade da abordagem cirúrgica, como a histerectomia abdominal ampliada.
As consequências podem variar de hidronefrose e dor renal a infecção, fístula urinária, perda da função renal e necessidade de cirurgias corretivas complexas, impactando significativamente a morbidade e a qualidade de vida da paciente.
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