IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
No caso de uma hemorragia pélvica de grande porte em que outras medidas falharam, qual vaso sanguíneo deve ser ligado?
Hemorragia pélvica grave refratária → ligadura da artéria hipogástrica (ilíaca interna) para controle.
A ligadura da artéria hipogástrica (ilíaca interna) é uma medida de salvamento em hemorragias pélvicas maciças e refratárias a outras abordagens, pois reduz o fluxo sanguíneo para a pelve, mantendo a perfusão dos membros inferiores.
Hemorragias pélvicas de grande porte, especialmente as obstétricas (pós-parto), representam uma das principais causas de morbimortalidade materna. O manejo inicial envolve medidas de ressuscitação volêmica, identificação da causa e intervenções diretas para controle do sangramento. Quando outras medidas, como massagem uterina, ocitócitos, balões intrauterinos ou ligadura das artérias uterinas, falham, a ligadura da artéria hipogástrica (também conhecida como artéria ilíaca interna) surge como uma técnica de salvamento. A artéria hipogástrica é o principal vaso que irriga a pelve, e sua ligadura bilateral reduz significativamente o fluxo sanguíneo para o útero, vagina, bexiga e reto, diminuindo a pressão de pulso e facilitando a hemostasia. É crucial que o cirurgião tenha um conhecimento anatômico aprofundado para realizar o procedimento com segurança, evitando lesões a vasos e nervos adjacentes, como o ureter. A técnica preserva a circulação para os membros inferiores através de anastomoses colaterais, minimizando o risco de isquemia. Para residentes em ginecologia e obstetrícia, o domínio das técnicas de controle de hemorragia pélvica é indispensável. A ligadura da artéria hipogástrica é uma habilidade cirúrgica avançada que pode ser decisiva em situações de emergência, exigindo treinamento e experiência para ser executada com sucesso e salvar a vida da paciente.
A ligadura da artéria hipogástrica é indicada em casos de hemorragia pélvica maciça e refratária a outras medidas conservadoras ou cirúrgicas menos invasivas, como suturas uterinas ou ligadura de artérias uterinas, visando preservar a vida da paciente.
A ligadura da artéria hipogástrica reduz a pressão de pulso e o fluxo sanguíneo para os órgãos pélvicos (útero, bexiga, reto), permitindo a formação de coágulos e o controle da hemorragia, sem comprometer a circulação dos membros inferiores devido às anastomoses colaterais.
Alternativas incluem a embolização arterial pélvica (radiologia intervencionista), ligadura das artérias uterinas, suturas compressivas uterinas (ex: B-Lynch) e, em último caso, histerectomia, dependendo da causa e localização da hemorragia.
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