Santa Casa de Rondonópolis (MT) — Prova 2023
A ligadura da artéria hipogástrica é indicada na abordagem da hemorragia pélvica feminina maciça, quando outras medidas falham. Em relação a esse enunciado assinale a alternativa CORRETA:
Ligadura artéria hipogástrica → ↓ pressão de pulso, mas mantém perfusão pélvica via colaterais.
A ligadura da artéria hipogástrica (ilíaca interna) é uma medida de salvamento para hemorragia pélvica refratária, especialmente obstétrica. Ela reduz a pressão de pulso, não o fluxo total, permitindo que a circulação colateral mantenha a viabilidade tecidual e, geralmente, a função reprodutiva.
A ligadura da artéria hipogástrica, também conhecida como ligadura da artéria ilíaca interna, é um procedimento cirúrgico crucial no manejo de hemorragias pélvicas maciças e refratárias, especialmente em contextos obstétricos como atonia uterina grave, acretismo placentário ou trauma pélvico. Sua importância reside na capacidade de salvar vidas quando outras abordagens falham, sendo uma habilidade valiosa para ginecologistas e cirurgiões. Fisiologicamente, a ligadura da artéria hipogástrica atua diminuindo a pressão de pulso no leito vascular pélvico distal, o que favorece a formação de coágulos e o controle da hemorragia. É fundamental compreender que, devido à rica e extensa rede de circulação colateral na pelve (envolvendo anastomoses com as artérias ováricas, sacrais médias, glúteas, pudendas internas e ramos da ilíaca externa), a ligadura não interrompe completamente o fluxo sanguíneo, mas o reduz significativamente. Isso garante a perfusão adequada dos órgãos pélvicos, incluindo o útero e os ovários, minimizando o risco de isquemia e preservando a função reprodutiva. Para residentes, é vital dominar a anatomia pélvica e as técnicas cirúrgicas para realizar este procedimento com segurança. A preservação da fertilidade é uma preocupação comum, e a evidência mostra que a ligadura bilateral das artérias hipogástricas geralmente não impede futuras gestações, tornando-a uma opção viável para mulheres em idade reprodutiva. O conhecimento das indicações, contraindicações e potenciais complicações é essencial para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência.
É indicada em casos de hemorragia pélvica maciça e refratária a outras medidas conservadoras, como tamponamento ou embolização, frequentemente em contextos obstétricos.
Geralmente não afeta a fertilidade, pois a circulação colateral pélvica é robusta e mantém a perfusão dos órgãos reprodutivos, permitindo futuras gestações.
Ela reduz a pressão de pulso na pelve, diminuindo o fluxo sanguíneo para o leito vascular distal e facilitando a formação de coágulos, sem comprometer a viabilidade tecidual devido às colaterais.
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