IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
A ligadura bilateral de artéria hipogástrica é um método seguro e eficaz para controlar hemorragias em pacientes com alto risco de sangramento obstétrico, podendo ser definitiva não só para a preservação uterina, mas também para controle efetivo de sangramento em pacientes já histerectomizadas. Sua realização deve ser feita 2cm abaixo da bifurcação das artérias ilíacas comuns, com o objetivo de preservar 3 ramos posteriores importantes desses vasos. Quais são esses ramos?
Ligadura artéria hipogástrica 2cm abaixo bifurcação ilíaca comum → preserva ramos posteriores: glútea superior, iliolombar, sacral lateral.
A ligadura bilateral da artéria hipogástrica é uma técnica vital para controle de hemorragias pélvicas graves, especialmente obstétricas. A realização 2 cm abaixo da bifurcação da ilíaca comum é crucial para preservar os ramos posteriores da artéria ilíaca interna (glútea superior, iliolombar e sacral lateral), que são importantes para a vascularização da região glútea e da parede abdominal posterior.
A hemorragia obstétrica é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. O controle rápido e eficaz do sangramento é primordial, e a ligadura bilateral da artéria hipogástrica (também conhecida como artéria ilíaca interna) é uma técnica cirúrgica vital, considerada um método seguro e eficaz para reduzir o fluxo sanguíneo para a pelve, preservando o útero em muitos casos. A artéria ilíaca interna é o principal suprimento sanguíneo para a pelve, com ramos que irrigam o útero, vagina, bexiga, reto e região glútea. Ela se bifurca em um tronco anterior e um tronco posterior. Os ramos do tronco posterior são a artéria iliolombar, a artéria sacral lateral e a artéria glútea superior. A ligadura deve ser realizada distalmente a esses ramos (geralmente 2 cm abaixo da bifurcação da artéria ilíaca comum) para preservar a vascularização da região glútea e da parede abdominal posterior, minimizando o risco de isquemia. Embora a ligadura da artéria hipogástrica reduza o fluxo sanguíneo em até 50% para a pelve, a circulação colateral abundante (através das artérias ováricas, sacral média, lombar e ilíaca externa) geralmente garante a viabilidade dos órgãos pélvicos, incluindo o útero. É uma técnica de salvamento que pode evitar a histerectomia em casos de hemorragia refratária, sendo essencial para o arsenal do cirurgião obstetra.
A principal indicação é o controle de hemorragias pélvicas graves e refratárias, especialmente em contexto obstétrico (hemorragia pós-parto, acretismo placentário), quando outras medidas falharam e a histerectomia ainda não é desejada ou suficiente.
Ligar a artéria hipogástrica (ilíaca interna) distalmente aos seus ramos posteriores (glútea superior, iliolombar e sacral lateral) é crucial para preservar o fluxo sanguíneo para a região glútea, músculos da parede abdominal posterior e sacro, minimizando o risco de isquemia.
A ligadura da artéria hipogástrica geralmente não compromete a fertilidade futura ou a função ovariana, pois a vascularização ovariana é primariamente suprida pelas artérias ováricas, que se originam diretamente da aorta.
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