SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Durante uma cirurgia de tratamento de adenocarcinoma de sigmoide classificado, no estadiamento pré-operatório, como restrito ao cólon, qual será a conduta oncológica?
Adenocarcinoma de sigmoide → Ligadura alta da artéria mesentérica inferior na aorta para linfadenectomia oncológica.
Na cirurgia de adenocarcinoma de sigmoide, a ligadura da artéria mesentérica inferior em sua origem na aorta é a conduta oncológica correta, pois permite a ressecção de toda a cadeia linfática regional, essencial para o estadiamento e controle da doença.
A cirurgia é a principal modalidade de tratamento curativo para o adenocarcinoma de cólon, e a técnica cirúrgica empregada é fundamental para o prognóstico do paciente. O câncer de sigmoide, sendo uma das localizações mais comuns do câncer colorretal, exige uma abordagem cirúrgica padronizada e oncológica. Um dos pilares da cirurgia oncológica para câncer de cólon é a linfadenectomia adequada. Para o sigmoide, a drenagem linfática segue principalmente a artéria mesentérica inferior (AMI). Portanto, a ligadura da AMI em sua origem na aorta é crucial. Esta "ligadura alta" permite a ressecção de todos os linfonodos regionais, desde os pericólicos até os principais, que se localizam próximos à origem dos vasos. A falha em realizar uma linfadenectomia completa pode levar a um estadiamento incorreto da doença e a um risco aumentado de recidiva local. A ligadura da veia mesentérica inferior na veia cava inferior não é a conduta oncológica primária para a linfadenectomia arterial. Da mesma forma, ligar apenas as artérias sigmoideanas ou a artéria cólica esquerda mais distalmente não garante a remoção de todos os linfonodos proximais, comprometendo o princípio oncológico da cirurgia.
O objetivo é garantir a ressecção de todos os linfonodos regionais ao longo da artéria mesentérica inferior, que são os primeiros sítios de metástase linfática para o câncer de sigmoide.
A ligadura na emergência da aorta permite a remoção de toda a cadeia linfática proximal, incluindo os linfonodos pericólicos, intermediários e principais, otimizando o controle oncológico.
Os princípios incluem a ressecção completa do tumor com margens livres, a ligadura alta dos vasos para linfadenectomia adequada e a preservação da integridade do espécime cirúrgico.
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