UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
A utilização de lidocaína com adrenalina é contraindicada em qual das regiões anatômicas?
Lidocaína com adrenalina é contraindicada em extremidades (dedos, nariz, orelhas, pênis) devido ao risco de isquemia e necrose.
A adrenalina, por ser um potente vasoconstritor, pode causar isquemia grave e necrose tecidual em áreas com circulação terminal e colateral limitada, como os pododáctilos (dedos dos pés), quirodáctilos (dedos das mãos), nariz, orelhas e pênis.
A lidocaína com adrenalina é uma combinação amplamente utilizada em anestesia local devido aos benefícios da adrenalina, que incluem a prolongação do efeito anestésico, a redução da absorção sistêmica da lidocaína (diminuindo a toxicidade) e a diminuição do sangramento no campo operatório pela sua ação vasoconstritora. No entanto, é crucial conhecer suas contraindicações para evitar complicações graves. A principal contraindicação da lidocaína com adrenalina é em regiões anatômicas com circulação terminal e pouca circulação colateral. Isso inclui os pododáctilos (dedos dos pés), quirodáctilos (dedos das mãos), nariz, orelhas e pênis. A fisiopatologia da complicação reside no fato de que a vasoconstrição induzida pela adrenalina pode ser tão intensa nessas áreas que compromete severamente o fluxo sanguíneo, levando à isquemia prolongada e, em casos graves, à necrose tecidual. Portanto, ao realizar procedimentos nessas regiões, deve-se optar por anestésicos locais sem vasoconstritor (apenas lidocaína simples) ou considerar outras técnicas anestésicas. A avaliação cuidadosa da anatomia e da circulação local é um ponto de atenção essencial para qualquer profissional que utilize anestesia local, garantindo a segurança do paciente e prevenindo complicações iatrogênicas.
A adrenalina é adicionada para prolongar o efeito anestésico da lidocaína, diminuir a absorção sistêmica do anestésico e reduzir o sangramento local devido à sua ação vasoconstritora.
É contraindicada em regiões com circulação terminal e pouca circulação colateral, como dedos (mãos e pés), nariz, orelhas e pênis, devido ao risco de isquemia e necrose.
A adrenalina provoca vasoconstrição intensa e prolongada dos pequenos vasos sanguíneos nessas áreas, comprometendo o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos tecidos, o que pode levar à isquemia e, consequentemente, à necrose.
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