UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
De acordo com a 10ª edição do ATLS, são consideradas indicações para retirada do colar cervical:
Critérios ATLS para retirada de colar cervical: Consciente (GCS 15), sem dor à palpação cervical, sem déficits neurológicos, sem intoxicação, sem lesões distrativas.
A liberação do colar cervical em pacientes traumatizados deve seguir critérios rigorosos para evitar lesões secundárias. O ATLS preconiza a avaliação da consciência, ausência de dor cervical, déficits neurológicos, intoxicação e outras lesões que possam mascarar a dor.
A imobilização cervical é uma medida crucial no atendimento inicial ao traumatizado, visando prevenir ou minimizar lesões secundárias à medula espinhal. A decisão de retirar o colar cervical deve ser baseada em uma avaliação criteriosa, seguindo protocolos estabelecidos como os do ATLS (Advanced Trauma Life Support), que são amplamente utilizados na prática médica de emergência. A falha em seguir esses critérios pode ter consequências devastadoras para o paciente. Os critérios de liberação do colar cervical, popularizados pelos estudos NEXUS (National Emergency X-Radiography Utilization Study) e Canadian C-Spine Rule, buscam identificar pacientes de baixo risco que não necessitam de exames de imagem. O ATLS incorpora esses princípios, enfatizando a necessidade de um paciente consciente (Glasgow 15), sem dor à palpação da coluna cervical, sem déficits neurológicos focais, sem evidência de intoxicação por álcool ou drogas e sem outras lesões distrativas que possam mascarar a dor cervical. A presença de qualquer um desses fatores de risco impede a retirada imediata do colar. A conduta para a retirada do colar cervical, portanto, envolve uma avaliação clínica detalhada. Se o paciente preenche todos os critérios de baixo risco, o colar pode ser removido. Caso contrário, a imobilização deve ser mantida até que exames de imagem (radiografias, tomografia computadorizada) excluam lesões da coluna cervical. É um ponto de atenção importante para residentes, pois a segurança do paciente é primordial e a decisão deve ser tomada com base em evidências e protocolos claros.
Os critérios incluem paciente consciente (GCS 15), sem dor à palpação da coluna cervical, sem déficits neurológicos, sem evidência de intoxicação e sem lesões distrativas que possam mascarar a dor.
Seguir os critérios é fundamental para prevenir lesões secundárias à medula espinhal em pacientes com trauma cervical potencial, garantindo a segurança do paciente.
Lesões distrativas são outras lesões dolorosas (ex: fraturas de ossos longos) que podem desviar a atenção do paciente da dor cervical, dificultando a avaliação precisa da coluna.
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