Leucoplasia Pilosa Oral: Diagnóstico e Agente Etiológico no HIV

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

 Você está passando a visita na enfermaria de um hospital referência em doenças infecciosas e examina uma jovem de 28 anos, com SIDA, internada por pneumonia, atualmente sob controle. Ao exame da cavidade oral, você nota na parte lateral direita da língua placa esbranquiçada linear, apresentando na sua superfície vilosidades semelhantes a pelos. Tal lesão não é removível ao toque da espátula. Qual o agente etiológico responsável por tal achado?

Alternativas

  1. A) Herpes vírus tipo 1
  2. B) O próprio HIV
  3. C) Candidaalbicans
  4. D) Vírus Epstein-Barr
  5. E) Citomegalovirus 

Pérola Clínica

Leucoplasia pilosa oral (LPO) em paciente HIV+ = placa esbranquiçada, vilosidades, não removível, lateral da língua → causada por Vírus Epstein-Barr (VEB).

Resumo-Chave

A leucoplasia pilosa oral é uma lesão comum em pacientes imunocomprometidos, especialmente com infecção por HIV/SIDA. Caracteriza-se por placas esbranquiçadas, geralmente na lateral da língua, com aspecto viloso ou "peludo", e que não são removíveis à raspagem. O agente etiológico é o Vírus Epstein-Barr (VEB).

Contexto Educacional

A leucoplasia pilosa oral (LPO) é uma das manifestações orais mais específicas da infecção pelo HIV, embora possa ocorrer em outros estados de imunossupressão. Sua prevalência é alta em pacientes com SIDA, e sua identificação é um marcador de imunossupressão. A fisiopatologia envolve a replicação do Vírus Epstein-Barr (VEB) nas células epiteliais da língua. O VEB é um vírus da família Herpesviridae, e sua reativação em um contexto de imunossupressão leva ao desenvolvimento dessas lesões. O diagnóstico é clínico, baseado nas características morfológicas e localização. Embora a LPO seja geralmente assintomática e não necessite de tratamento específico, sua presença deve alertar para a necessidade de otimização da terapia antirretroviral. É importante diferenciá-la de outras lesões orais, como candidíase (removível), líquen plano ou carcinoma de células escamosas, que podem ter implicações terapêuticas distintas.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da leucoplasia pilosa oral?

A leucoplasia pilosa oral se apresenta como placas esbranquiçadas, lineares ou irregulares, com aspecto corrugado ou viloso ("peludo"), que afetam predominantemente as bordas laterais da língua e não são removíveis à raspagem.

Qual o agente etiológico da leucoplasia pilosa oral?

O agente etiológico responsável pela leucoplasia pilosa oral é o Vírus Epstein-Barr (VEB), que se replica nas células epiteliais da mucosa oral em indivíduos imunocomprometidos.

Como diferenciar a leucoplasia pilosa oral da candidíase oral?

A principal diferença é que as placas da leucoplasia pilosa oral não são removíveis à raspagem, enquanto as lesões da candidíase oral pseudomembranosa (sapinho) podem ser facilmente removidas, revelando uma superfície eritematosa.

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