Leucomalácia Periventricular: Fatores de Risco em RN Pré-Termo

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020

Enunciado

A leucomalácia periventricular ocorre com MAIS frequência em quais recém- nascidos?

Alternativas

  1. A) Recém-nascidos de termo.
  2. B) Recém-nascidos pré-termo tardios.
  3. C) Recém-nascidos com idade gestacional inferior a 32 semanas.
  4. D) Recém nascidos que tiveram meningite.

Pérola Clínica

Leucomalácia periventricular (LPV) é mais comum em RN pré-termo < 32 semanas, devido à vulnerabilidade da substância branca.

Resumo-Chave

A leucomalácia periventricular (LPV) é uma lesão isquêmica da substância branca cerebral que ocorre predominantemente em recém-nascidos pré-termo, especialmente aqueles com idade gestacional inferior a 32 semanas, devido à imaturidade vascular e metabólica do cérebro nessa fase.

Contexto Educacional

A leucomalácia periventricular (LPV) é uma lesão cerebral isquêmica que afeta a substância branca adjacente aos ventrículos laterais, sendo uma das principais causas de morbidade neurológica em recém-nascidos pré-termo. Sua ocorrência está fortemente associada à prematuridade, especialmente em neonatos com idade gestacional inferior a 32 semanas, devido à imaturidade do sistema nervoso central e à vulnerabilidade da vasculatura cerebral nessa fase. A fisiopatologia da LPV envolve a suscetibilidade da substância branca periventricular a insultos hipóxico-isquêmicos, inflamatórios e infecciosos. A zona de fronteira vascular nessa região é particularmente vulnerável a flutuações no fluxo sanguíneo cerebral, comuns em prematuros instáveis. A necrose da substância branca e a subsequente formação de cistos são características patológicas. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transfontanelar e, em casos mais detalhados, por ressonância magnética. As consequências da LPV são significativas e podem incluir paralisia cerebral (especialmente diplegia espástica), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de aprendizado e problemas visuais. O manejo é de suporte, visando minimizar os fatores de risco e otimizar o desenvolvimento neurológico. A prevenção da prematuridade e o cuidado intensivo neonatal são cruciais para reduzir a incidência e a gravidade da LPV.

Perguntas Frequentes

O que é leucomalácia periventricular (LPV)?

A leucomalácia periventricular é uma lesão isquêmica e necrótica da substância branca cerebral adjacente aos ventrículos laterais, caracterizada por necrose da substância branca e formação de cistos. É uma das principais causas de paralisia cerebral em prematuros.

Por que recém-nascidos pré-termo são mais suscetíveis à LPV?

RN pré-termo, especialmente os com menos de 32 semanas, possuem uma vascularização cerebral imatura, com zonas de fronteira periventriculares mais vulneráveis à hipóxia-isquemia. Além disso, a substância branca em desenvolvimento é mais sensível a insultos.

Quais as consequências neurológicas da leucomalácia periventricular?

A LPV pode levar a déficits motores, cognitivos e sensoriais. A principal sequela é a paralisia cerebral espástica, especialmente a diplegia espástica, devido ao comprometimento das vias motoras que passam pela substância branca periventricular.

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