UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2016
Paciente de 31 anos foi encaminhado à emergência por quadro, iniciado 21 dias antes, de fraqueza, dores nas pernas e manchas roxas nos membros superiores, na coxa direita e na face. Há 48 horas, ocorreram episódios de sangramento gengival e picos febris de mais de 37,5°C. À admissão, apresentava pressão arterial de 110 x 60 mmHg; frequência cardíaca de 100 bpm; temperatura axilar de 37,8°C; além de palidez mucocutânea, equimose na região malar esquerda, sangramento gengival e nasal e grande hematoma na região medial da coxa direita. Não havia linfadenomegalias periféricas nem hepatoesplenomegalia palpáveis. O sangue periférico apresentava hemoglobina de 9,0 g/dl; leucócitos de 11.000/mm³; com 40% de blastos; 25% de promielócitos, 25% de segmentados e 10% de linfócitos; plaquetas de 12.000/mm³; fibrinogênio de 120 mg/dl (valor de referência: 200-400 mg/dl); INR de 1,1 e KTTP de 30" (controle 30"). As provas de função hepática estavam normais e a creatinina era de 2,2 mg/dl. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
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