Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2022
Uma criança com dor musculoesquelética pode apresentar alterações radiológicas que sugerem leucemia. Das alternativas apresentadas, qual a que apresenta um achado radiológicos sugestivo de leucemia nessas crianças?
Leucemia em crianças com dor óssea → Rarefação metafisária na radiografia.
A leucemia em crianças frequentemente se manifesta com dor musculoesquelética devido à infiltração das células leucêmicas na medula óssea. Achados radiológicos como rarefação metafisária, bandas radiotransparentes metafisárias e osteopenia são sugestivos, indicando a expansão da medula óssea e reabsorção óssea.
A leucemia é o câncer mais comum na infância, e suas manifestações iniciais podem ser inespecíficas, dificultando o diagnóstico. A dor musculoesquelética é uma queixa frequente, presente em até 25% das crianças com leucemia, e pode ser o sintoma predominante. Essa dor é resultado da infiltração das células leucêmicas na medula óssea, levando a um aumento da pressão intramedular e reabsorção óssea. Radiografias simples dos ossos longos podem revelar alterações sugestivas, como rarefação metafisária (áreas de menor densidade óssea nas metáfises), bandas radiotransparentes metafisárias (linhas lucentes paralelas às placas de crescimento), osteopenia difusa e, menos frequentemente, lesões líticas ou periostite. Esses achados, embora não patognomônicos, devem levantar a suspeita de leucemia, especialmente em um contexto clínico de dor óssea inexplicada, febre, palidez, fadiga e/ou sangramentos. Para residentes, é crucial estar atento a essas manifestações atípicas da leucemia, pois um diagnóstico precoce é fundamental para o prognóstico. A integração dos achados clínicos e radiológicos é essencial para a investigação adequada e o encaminhamento oportuno para o especialista.
Os achados mais comuns incluem rarefação metafisária, bandas radiotransparentes metafisárias, osteopenia difusa, lesões líticas e periostite.
A dor ocorre devido à infiltração das células leucêmicas na medula óssea, causando aumento da pressão intramedular, reabsorção óssea e irritação do periósteo.
Suspeitar em casos de dor óssea persistente, especialmente noturna, sem trauma claro, associada a sintomas sistêmicos como febre, palidez, fadiga, sangramentos ou linfadenopatia.
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