Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025
A identificação e a associação entre agentes etiológicos ou fatores de risco e as doenças relacionadas são fundamentais para a promoção da saúde do trabalhador e a prevenção de agravos no ambiente laboral. Especificamente, a leucemia já foi relacionada ao trabalho, pois a exposição a certos agentes cancerígenos no ambiente profissional pode aumentar o risco de desenvolver a doença. Qual dos agentes etiológicos abaixo está mais associada ao desenvolvimento de leucemias potencialmente relacionadas ao trabalho?
Benzeno → principal agente etiológico ocupacional associado ao desenvolvimento de leucemias.
A exposição crônica ao benzeno, um solvente orgânico comum em diversas indústrias, é um fator de risco bem estabelecido para leucemias, especialmente a leucemia mieloide aguda (LMA) e síndromes mielodisplásicas. A vigilância e o controle ambiental são cruciais na saúde ocupacional.
A leucemia ocupacional refere-se a casos de leucemia cujo desenvolvimento está ligado à exposição a agentes cancerígenos no ambiente de trabalho. A identificação desses agentes é crucial para a saúde do trabalhador e a prevenção de doenças. O benzeno é um dos carcinógenos ocupacionais mais estudados e reconhecidos por sua associação com leucemias, especialmente a leucemia mieloide aguda (LMA) e síndromes mielodisplásicas. A fisiopatologia envolve a toxicidade do benzeno e seus metabólitos para a medula óssea, causando danos genéticos e cromossômicos nas células-tronco hematopoéticas. A exposição crônica, mesmo em baixas concentrações, pode aumentar o risco. O diagnóstico é clínico e laboratorial, mas a suspeita de relação ocupacional exige uma investigação detalhada do histórico de trabalho e das exposições. A prevenção é a principal estratégia, com controle de engenharia, substituição de produtos, uso de EPI e monitoramento da saúde dos trabalhadores expostos. O tratamento da leucemia é complexo e depende do tipo e estágio da doença. A notificação de casos de leucemia ocupacional é fundamental para a vigilância em saúde e a implementação de políticas de proteção.
O benzeno é o agente etiológico mais fortemente associado ao desenvolvimento de leucemias ocupacionais, especialmente a leucemia mieloide aguda e síndromes mielodisplásicas, devido à sua toxicidade hematológica.
O benzeno e seus metabólitos são mielotóxicos e genotóxicos, causando danos ao DNA das células-tronco hematopoéticas na medula óssea, o que pode levar à transformação maligna e ao desenvolvimento de leucemias.
As medidas preventivas incluem o controle rigoroso da exposição ambiental ao benzeno, uso de equipamentos de proteção individual (EPI), monitoramento biológico dos trabalhadores expostos e substituição do benzeno por substâncias menos tóxicas sempre que possível.
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