FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Com base no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da leucemia mieloide crônica de crianças e adolescentes, o critério de inclusão para o tratamento com Inibidores de Tirosina-quinase (ITQ) em pacientes pediátricos com diagnóstico é:
LMC pediátrica: ITQ indicado em fase crônica confirmada para tratamento inicial.
O tratamento com Inibidores de Tirosina-quinase (ITQ) para leucemia mieloide crônica (LMC) em pacientes pediátricos, conforme o PCDT, é prioritariamente indicado na fase crônica da doença. Isso se deve à melhor resposta e menor toxicidade nessa fase, visando o controle da proliferação clonal e a prevenção da progressão para fases mais avançadas e agressivas.
A leucemia mieloide crônica (LMC) em crianças e adolescentes é uma neoplasia mieloproliferativa rara, caracterizada pela proliferação descontrolada de células mieloides na medula óssea, sangue periférico e, por vezes, em outros órgãos. A compreensão dos critérios de tratamento é vital para o manejo adequado e para a preparação em provas de residência, dada a especificidade dos protocolos pediátricos. A doença é definida pela presença do cromossomo Philadelphia e do gene de fusão BCR-ABL. A fisiopatologia da LMC está intrinsecamente ligada à atividade da tirosina-quinase BCR-ABL, que promove a proliferação celular e inibe a apoptose. O diagnóstico é estabelecido por exames citogenéticos e moleculares. A suspeita deve surgir em pacientes com leucocitose persistente, esplenomegalia e sintomas inespecíficos como fadiga e perda de peso. A diferenciação das fases da doença (crônica, acelerada e blástica) é fundamental para a escolha terapêutica. O tratamento da LMC pediátrica é centrado nos Inibidores de Tirosina-quinase (ITQ), sendo o Imatinibe a primeira linha para a fase crônica. O prognóstico melhorou drasticamente com a introdução dos ITQs, transformando a LMC de uma doença fatal em uma condição crônica controlável. É crucial monitorar a resposta molecular e hematológica, bem como os efeitos adversos dos medicamentos, para otimizar o tratamento e garantir a adesão do paciente.
A fase crônica da LMC pediátrica é crucial para o início do tratamento com ITQs, pois nessa fase a doença é mais responsiva e o prognóstico é melhor, permitindo um controle mais eficaz da proliferação celular.
Os principais ITQs utilizados na LMC pediátrica incluem Imatinibe (primeira linha), Nilotinibe e Dasatinibe, que são inibidores da tirosina-quinase BCR-ABL, alvo molecular da doença.
O diagnóstico de LMC em crianças e adolescentes é confirmado pela presença do cromossomo Philadelphia (Ph) e/ou do gene de fusão BCR-ABL, geralmente detectados por citogenética e biologia molecular.
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