HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
A mutação responsável por 90% dos casos de Leucemia Mieloide Crônica é a
LMC = cromossomo Philadelphia (Ph) → translocação t(9;22) → gene de fusão BCR-ABL.
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é classicamente associada à translocação cromossômica t(9;22), que resulta na formação do cromossomo Philadelphia e do gene de fusão BCR-ABL, um oncogene com atividade tirosina quinase constitutiva.
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa caracterizada pela proliferação clonal de células mieloides na medula óssea, sangue periférico e, por vezes, em órgãos extramedulares. É uma doença que, se não tratada, progride de uma fase crônica para uma fase acelerada e, finalmente, para uma crise blástica, semelhante a uma leucemia aguda. A base molecular da LMC é a translocação cromossômica recíproca entre os cromossomos 9 e 22, designada t(9;22)(q34;q11). Essa translocação resulta na formação do cromossomo Philadelphia (Ph) e na criação do gene de fusão BCR-ABL. Este gene codifica uma proteína quimérica com atividade tirosina quinase constitutiva, que é o principal motor da doença. A identificação do gene BCR-ABL foi um marco na oncologia, permitindo o desenvolvimento de terapias-alvo altamente eficazes, os inibidores de tirosina quinase (ITKs). Esses medicamentos revolucionaram o tratamento da LMC, transformando-a de uma doença com prognóstico sombrio em uma condição crônica controlável para a maioria dos pacientes, com monitoramento molecular regular para avaliar a resposta.
A translocação t(9;22) é a marca genética da LMC, resultando no cromossomo Philadelphia e na formação do gene de fusão BCR-ABL, que codifica uma tirosina quinase constitutivamente ativa, essencial para a patogênese da doença.
O gene BCR-ABL produz uma proteína tirosina quinase hiperativa que promove a proliferação descontrolada de células mieloides, inibe a apoptose e interfere na diferenciação celular, levando ao acúmulo de células imaturas na medula óssea e no sangue.
A identificação do cromossomo Philadelphia e do gene BCR-ABL revolucionou o tratamento da LMC, levando ao desenvolvimento dos inibidores de tirosina quinase (ITKs), como o Imatinibe, que são terapias-alvo altamente eficazes e transformaram a LMC de doença fatal em condição crônica controlável.
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