CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
No tratamento medicamentoso da Leucemia Mieloide Crônica - LMC em fase crônica a conduta terapêutica inicial não é alterada pela classificação de risco do paciente. Sendo correto que:
LMC: Classificação de risco prediz resposta terapêutica; falha ou toxicidade ITQ → trocar ITQ, considerando perfil individual.
Embora a conduta terapêutica inicial na LMC em fase crônica não seja alterada pela classificação de risco, esta é crucial para predizer a resposta ao tratamento. Em caso de falha terapêutica ou toxicidade insuperável aos inibidores de tirosina quinase (ITQ), a troca do ITQ é necessária, e a escolha do próximo fármaco deve ser individualizada, considerando o perfil clínico do paciente e as características de cada droga.
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa caracterizada pela presença do cromossomo Philadelphia e do gene de fusão BCR-ABL1. O tratamento revolucionário com inibidores de tirosina quinase (ITQ) transformou a LMC de uma doença fatal em uma condição crônica controlável. A fase crônica é a mais comum ao diagnóstico e o objetivo do tratamento é alcançar e manter uma resposta molecular profunda. Embora a conduta terapêutica inicial na fase crônica geralmente comece com um ITQ de primeira geração (como imatinibe) ou de segunda geração (como nilotinibe, dasatinibe), a classificação de risco do paciente (e.g., escores de Sokal, Hasford, EUTOS) é crucial para predizer a probabilidade de resposta e o prognóstico a longo prazo. Essa classificação ajuda a monitorar a evolução e a identificar pacientes que podem precisar de uma abordagem mais intensiva ou de monitoramento mais rigoroso. Em situações de falha terapêutica (definida por critérios moleculares e citogenéticos) ou toxicidade insuperável ao ITQ em uso, a troca do inibidor é imperativa. A escolha do ITQ de segunda ou terceira linha deve ser altamente individualizada, considerando fatores como o perfil de mutações do BCR-ABL1 (se presente), o perfil de efeitos adversos dos ITQs disponíveis, as comorbidades do paciente e suas preferências, visando otimizar a eficácia e minimizar a toxicidade.
A classificação de risco (e.g., Sokal, Hasford, EUTOS) na LMC em fase crônica não altera a escolha do ITQ de primeira linha, mas é importante para predizer a probabilidade de resposta terapêutica e o prognóstico do paciente ao longo do tratamento.
A troca do ITQ é indicada em casos de falha terapêutica (ausência de resposta molecular ou citogenética adequada) ou toxicidade insuperável ao fármaco em uso, que comprometa a qualidade de vida do paciente.
A escolha do próximo ITQ deve levar em consideração o perfil de mutações do BCR-ABL1 (se houver), o perfil de toxicidade do ITQ anterior, as comorbidades do paciente, o risco cardiovascular e a disponibilidade do medicamento.
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