Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
A leucemia mieloide crônica (LMC) em fase crônica, apresenta na biópsia inicial da medula óssea os seguintes achados:
LMC fase crônica: fibrose reticulínica (~30%) correlaciona com ↑ megacariócitos, ↑ esplenomegalia e pior prognóstico.
A presença de fibrose reticulínica na biópsia de medula óssea em pacientes com LMC em fase crônica é um achado importante. Ela está associada a características clínicas e laboratoriais específicas, como o aumento de megacariócitos e esplenomegalia, e é um marcador de pior prognóstico.
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa crônica caracterizada pela presença do cromossomo Philadelphia (Ph) e do gene de fusão BCR-ABL1. A fase crônica é a apresentação inicial na maioria dos pacientes, com proliferação de granulócitos maduros e imaturos. O diagnóstico é feito por exames de sangue, medula óssea e testes genéticos. A biópsia de medula óssea é um componente essencial na avaliação da LMC, fornecendo informações morfológicas e arquiteturais. A presença de fibrose reticulínica, que ocorre em aproximadamente 30% dos casos na fase crônica, é um achado relevante. Essa fibrose está associada a um aumento do número de megacariócitos, esplenomegalia e, crucialmente, a um pior prognóstico para o paciente. Compreender os achados da biópsia de medula óssea na LMC é vital para residentes, pois impacta diretamente a avaliação prognóstica e a tomada de decisões terapêuticas. A identificação da fibrose reticulínica, juntamente com outros fatores, auxilia na estratificação de risco e na escolha da terapia mais adequada, especialmente em um cenário onde os inibidores de tirosina quinase (ITKs) revolucionaram o tratamento.
A fibrose reticulínica na medula óssea em LMC, presente em cerca de 30% dos casos, é um achado com significado prognóstico. Sua presença indica um pior desfecho para o paciente.
A fibrose reticulínica na LMC está correlacionada com um número aumentado de megacariócitos na medula óssea e um aumento do volume do baço (esplenomegalia).
A biópsia de medula óssea é fundamental para confirmar o diagnóstico de LMC, avaliar a celularidade, a presença de fibrose e a proporção de blastos, elementos cruciais para estadiamento e prognóstico.
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