CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
Podemos atribuir como caracterização da Leucemia Mieloide Crônica - LMC em Fase Crônica (LMC-C), o seguinte:
LMC fase crônica = medula hipercelular, blastos < 5%, padrão de maturação mieloide.
A fase crônica da LMC é caracterizada por uma proliferação mieloide acentuada na medula óssea, que se apresenta hipercelular. Os blastos, células imaturas, geralmente representam menos de 5% do total de células nucleadas. Um aumento para 10% ou mais de blastos já indica progressão para a fase acelerada.
A Leucemia Mieloide Crônica (LMC) é uma neoplasia mieloproliferativa crônica caracterizada pela proliferação descontrolada de células mieloides maduras e imaturas na medula óssea e no sangue periférico. A doença é classicamente dividida em três fases: crônica, acelerada e blástica. A fase crônica é a mais comum no diagnóstico e pode durar vários anos, sendo o período em que a maioria dos pacientes é diagnosticada devido à presença do cromossomo Philadelphia (Ph) e do gene de fusão BCR-ABL1. Na fase crônica da LMC, a medula óssea é tipicamente hipercelular, com uma proliferação mieloide acentuada e um padrão de maturação que se assemelha ao do sangue periférico, ou seja, com células em diferentes estágios de maturação. O achado mais crucial para a caracterização da fase crônica é a porcentagem de blastos, que deve ser inferior a 10% do total de células nucleadas na medula óssea ou no sangue periférico. Um aumento na contagem de blastos para 10% ou mais é um sinal de progressão da doença para a fase acelerada ou blástica, que são mais agressivas e de pior prognóstico. O diagnóstico e a monitorização da LMC em fase crônica são fundamentais para o manejo adequado da doença, que atualmente é revolucionado pelos inibidores de tirosina quinase (ITKs). O conhecimento preciso das características morfológicas e citogenéticas da LMC em suas diferentes fases é essencial para residentes em hematologia e oncologia, permitindo a correta classificação e o planejamento terapêutico, além de ser um tema recorrente em provas de residência.
No sangue periférico, observa-se leucocitose acentuada com desvio à esquerda, predominância de neutrófilos e mielócitos, basofilia e eosinofilia. A contagem de plaquetas pode estar normal ou elevada.
O cromossomo Philadelphia (Ph) é uma translocação t(9;22) que resulta na formação do gene de fusão BCR-ABL1. Este gene produz uma tirosina quinase constitutivamente ativa, que é a base da fisiopatologia da LMC e o alvo principal para o tratamento com inibidores de tirosina quinase (ITKs).
Na fase crônica, os blastos são <10%. Na fase acelerada, eles variam entre 10-19%. Na fase blástica, os blastos são ≥20% no sangue periférico ou medula óssea, ou há presença de proliferação extramedular de blastos, indicando uma progressão agressiva da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo