FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Mulher de 35 anos, com quadro de fraqueza progressiva, dispneia aos esforços, gengivorragia e epistaxe há 15 dias. Há 1 dia, iniciou febre de 38,8 °C, sem outros sintomas. Ao exame físico, encontrava-se em regular estado geral, descorada, desidratada, PA: 70 x 32 mmHg, frequência cardíaca 130 bpm, frequência respiratória 30 ipm, abdome sem massas palpáveis. Exames complementares: hemograma: hemoglobina: 4,8 g/dL (referência: 12-16); volume corpuscular médio: 88 fL (referência: 80-100); leucócitos: 260000/mm³ (referência: 4000-10000), com 85% com características de blastos. plaquetas: 7000/mm3 (referência: 150000-400000). Qual a proposta terapêutica imediata?
LMA com hiperleucocitose, febre, sangramento e choque → ATB amplo, transfusões, fluidos, alopurinol, suporte hemodinâmico.
Paciente com LMA e hiperleucocitose apresenta neutropenia febril, anemia e trombocitopenia graves, além de choque séptico. A conduta imediata inclui estabilização hemodinâmica, antibióticos de amplo espectro, transfusões de hemácias e plaquetas, e profilaxia da síndrome de lise tumoral com alopurinol.
A leucemia mieloide aguda (LMA) é uma neoplasia hematológica agressiva que requer tratamento imediato. Pacientes com LMA frequentemente se apresentam com citopenias graves (anemia, trombocitopenia) e disfunção da medula óssea, além de sintomas constitucionais. A hiperleucocitose, definida por uma contagem de leucócitos muito elevada (geralmente > 100.000/mm³), é uma complicação grave que pode levar à leucostase, com sintomas neurológicos e respiratórios, e aumenta o risco de síndrome de lise tumoral. A febre em pacientes neutropênicos é uma emergência médica que exige atenção imediata. O caso clínico descreve uma paciente com LMA e hiperleucocitose, apresentando febre, sangramentos (gengivorragia, epistaxe), anemia grave (Hb 4,8 g/dL), trombocitopenia severa (plaquetas 7.000/mm³) e sinais de choque (PA 70x32 mmHg, FC 130 bpm). A abordagem terapêutica imediata deve ser multifacetada e agressiva. Primeiramente, a estabilização hemodinâmica é crucial, com reposição volêmica (soro fisiológico) e, se necessário, vasopressores (noradrenalina). A neutropenia febril exige início imediato de antibióticos de amplo espectro (ex: cefepime para Gram-negativos, incluindo Pseudomonas, e vancomicina para Gram-positivos resistentes). Além disso, a anemia e a trombocitopenia sintomáticas requerem transfusão de concentrados de hemácias e plaquetas, que devem ser irradiados e filtrados para prevenir complicações em pacientes imunocomprometidos. A hiperleucocitose e a rápida proliferação celular aumentam o risco de síndrome de lise tumoral, que deve ser prevenida com hidratação vigorosa e alopurinol. A compreensão e o manejo rápido dessas emergências são vitais para a sobrevida do paciente e são tópicos de alta relevância em provas de residência médica.
As principais emergências incluem neutropenia febril (com risco de choque séptico), sangramentos devido à trombocitopenia grave, anemia sintomática e síndrome de lise tumoral, especialmente em casos de hiperleucocitose.
A conduta inicial deve ser agressiva: estabilização hemodinâmica com fluidos e vasopressores (se necessário), antibióticos de amplo espectro para neutropenia febril (ex: cefepime + vancomicina), transfusões de hemácias e plaquetas conforme indicação, e profilaxia da síndrome de lise tumoral com hidratação vigorosa e alopurinol.
Em pacientes imunocomprometidos, como os com LMA, a irradiação dos hemocomponentes previne a doença do enxerto contra o hospedeiro associada à transfusão (TA-GVHD), e a filtração (leucorredução) reduz o risco de reações transfusionais febris não hemolíticas e a transmissão de CMV.
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