SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A leucemia mielocítica aguda é responsável por cerca de 11% dos casos de leucemia nos EUA. A infiltração gengival (hipertrofia gengival) é mais observada, dentre os subtipos, no seguinte:
LMA M4 (mielomonocítica) → maior incidência de infiltração gengival e hipertrofia.
A infiltração gengival, manifestada como hipertrofia, é uma característica extramedular da Leucemia Mielocítica Aguda (LMA), sendo mais frequentemente associada ao subtipo M4 (mielomonocítica) da classificação FAB, devido à proliferação de monoblastos.
A Leucemia Mielocítica Aguda (LMA) é uma neoplasia hematológica agressiva caracterizada pela proliferação descontrolada de células mieloides imaturas na medula óssea e, por vezes, em outros tecidos. Representa cerca de 80% das leucemias agudas em adultos e, embora menos comum em crianças, é a segunda leucemia mais frequente na infância. A compreensão de suas manifestações clínicas é vital para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A classificação FAB (French-American-British) divide a LMA em subtipos de M0 a M7, baseados na morfologia e citoquímica das células blásticas. Dentre esses subtipos, o M4, conhecido como Leucemia Mielomonocítica Aguda, é particularmente notório por sua tendência a apresentar manifestações extramedulares. Isso ocorre devido à proliferação de monoblastos e promonócitos, que possuem maior capacidade de migração e infiltração tecidual. A infiltração gengival, que se manifesta como hipertrofia ou inchaço das gengivas, é uma das manifestações extramedulares mais características da LMA M4. Outras manifestações podem incluir cloromas (sarcomas granulocíticos), hepatoesplenomegalia e linfadenopatia. O reconhecimento dessas apresentações atípicas é crucial para o diagnóstico diferencial e para guiar a investigação diagnóstica, que inclui mielograma, imunofenotipagem e citogenética, impactando diretamente o prognóstico e a escolha do tratamento.
O subtipo M4, conhecido como Leucemia Mielomonocítica Aguda, é o mais frequentemente associado à infiltração gengival devido à sua significativa componente monocítica, que tem uma tendência maior a infiltrar tecidos extramedulares.
A infiltração gengival geralmente se manifesta como hipertrofia gengival, inchaço, sangramento e, em casos mais avançados, pode levar à necrose e ulceração, sendo um sinal importante de doença extramedular.
Além da infiltração gengival, a LMA M4 pode apresentar outras manifestações extramedulares, como cloromas (sarcomas granulocíticos), hepatoesplenomegalia, linfadenopatia e, menos comumente, infiltração do sistema nervoso central ou pele.
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