UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Criança do sexo feminino, pré-escolar, quatro anos, há cerca de 2 meses com dificuldade de deambular e dor principalmente nos membros inferiores. Nas últimas semanas vem apresentando febre baixa, intermite, piora das dores articulares, palidez e episódios de sangramento nasal. Exame físico: hipocorada; equimoses difusas em membros; linfadenomegalia cervical e inguinal; hepatoesplenomegalia. A hipótese diagnóstica e o exame complementar indicados inicialmente são:
Criança com dor óssea, febre, palidez, sangramentos e visceromegalias → suspeitar de leucemia; hemograma é o exame inicial.
A leucemia linfoide aguda (LLA) é o câncer mais comum na infância, manifestando-se frequentemente com sintomas inespecíficos como dor óssea (mimetizando artrite), febre, palidez e sangramentos devido à falência medular. O exame físico pode revelar linfadenomegalia e hepatoesplenomegalia. O hemograma completo é crucial para o diagnóstico inicial, mostrando citopenias e, por vezes, blastos circulantes.
A leucemia linfoide aguda (LLA) é a neoplasia mais comum em crianças, representando cerca de 25% de todos os cânceres pediátricos. Sua apresentação clínica é frequentemente insidiosa e inespecífica, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. É crucial que médicos, especialmente pediatras e clínicos gerais, estejam atentos aos sinais de alerta para garantir uma intervenção rápida e eficaz. A idade de pico de incidência da LLA é entre 2 e 5 anos. Os sintomas da LLA resultam principalmente da falência medular, onde as células leucêmicas proliferam descontroladamente, suprimindo a produção de células sanguíneas normais. Isso leva à anemia (palidez, fadiga), trombocitopenia (sangramentos, equimoses) e leucopenia funcional (infecções). A infiltração extramedular pode causar linfadenomegalia, hepatoesplenomegalia, dor óssea e, em casos mais avançados, sintomas neurológicos. A suspeita diagnóstica é levantada pelo quadro clínico e confirmada pelo hemograma, que tipicamente mostra citopenias e a presença de blastos, e posteriormente pelo mielograma. O tratamento da LLA é complexo e envolve quimioterapia intensiva, com altas taxas de cura. O prognóstico depende de fatores como idade, contagem de leucócitos ao diagnóstico e subtipo genético da leucemia. O reconhecimento precoce dos sintomas e o encaminhamento rápido para um centro especializado são fundamentais para otimizar os resultados do tratamento e a sobrevida dos pacientes pediátricos.
Os principais sinais e sintomas incluem dor óssea ou articular, febre persistente e inexplicável, palidez, fadiga, sangramentos (equimoses, epistaxe) e infecções recorrentes. Ao exame físico, pode-se encontrar linfadenomegalia e hepatoesplenomegalia.
O exame inicial e mais importante é o hemograma completo com contagem diferencial. Ele pode revelar citopenias (anemia, leucopenia ou leucocitose com blastos, plaquetopenia) que indicam a necessidade de investigação adicional, como o mielograma.
A dor óssea e a dificuldade de deambulação ocorrem devido à infiltração das células leucêmicas na medula óssea e no periósteo, causando expansão e pressão. Essa infiltração também pode levar à fragilidade óssea e fraturas patológicas, contribuindo para a dor e limitação funcional.
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