HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
É correto afirmar que a Leucemia Linfoide Aguda - LLA com hipereosinofilia pode causar, especificamente:
LLA com hipereosinofilia → risco de fibrose endocárdica de Löffler e trombos murais.
A hipereosinofilia, especialmente quando associada a neoplasias hematológicas como a LLA, pode levar a danos teciduais significativos, sendo o coração um alvo comum. A liberação de grânulos tóxicos pelos eosinófilos causa inflamação e fibrose, resultando em cardiomiopatia restritiva.
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é uma neoplasia hematológica agressiva, mais comum na infância, caracterizada pela proliferação descontrolada de linfoblastos na medula óssea. Embora a hipereosinofilia não seja uma característica clássica da LLA, sua presença pode indicar subtipos específicos ou síndromes associadas, como a LLA com rearranjo do gene FIP1L1-PDGFRA, que cursa com eosinofilia. A hipereosinofilia, definida como contagem de eosinófilos > 1.500/mm³, pode causar danos a múltiplos órgãos devido à liberação de grânulos tóxicos pelos eosinófilos ativados. O coração é um dos órgãos mais vulneráveis, desenvolvendo a síndrome de Löffler, uma cardiomiopatia restritiva caracterizada por fibrose endocárdica e formação de trombos murais, que podem levar a eventos embólicos. O diagnóstico precoce e o tratamento da LLA subjacente, juntamente com o manejo da hipereosinofilia, são cruciais para prevenir ou mitigar as complicações cardíacas. A monitorização cardíaca é essencial em pacientes com hipereosinofilia persistente, especialmente na presença de doenças hematológicas malignas.
As manifestações cardíacas da hipereosinofilia incluem cardiomiopatia restritiva, fibrose endocárdica (síndrome de Löffler), trombos murais, insuficiência valvar e arritmias, resultantes da toxicidade dos eosinófilos.
Eosinófilos ativados liberam proteínas citotóxicas (proteína básica principal, proteína catiônica eosinofílica) que danificam o miocárdio e o endocárdio, levando à necrose, inflamação e, posteriormente, fibrose.
Além de neoplasias hematológicas como a LLA, outras causas de hipereosinofilia com envolvimento cardíaco incluem síndrome hipereosinofílica idiopática, parasitoses, reações a drogas e doenças autoimunes.
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