UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
As leucemias têm como principal característica o acúmulo de células jovens anormais, denominadas de blastos, que substituem as células sanguíneas normais na medula óssea. Nas leucemias é correto afirmar:
LLA infantil: idade entre 1-9 anos é fator de bom prognóstico; dor óssea é comum e pode ser intensa.
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância. A idade é um importante fator prognóstico, com crianças entre 1 e 9 anos apresentando melhores taxas de sobrevida devido à resposta mais favorável aos protocolos de tratamento.
As leucemias representam o câncer mais comum na infância, sendo a Leucemia Linfoide Aguda (LLA) responsável por cerca de 75% dos casos. Caracterizam-se pelo acúmulo de células jovens anormais (blastos) na medula óssea, que suprimem a produção de células sanguíneas normais, levando a anemia, infecções e sangramentos. O prognóstico da LLA na infância melhorou drasticamente nas últimas décadas, com taxas de sobrevida global que ultrapassam 80-90% em muitos países desenvolvidos. Fatores prognósticos importantes incluem a idade (1 a 9 anos é considerado bom prognóstico, enquanto <1 ano e >10 anos são de pior prognóstico), a contagem de leucócitos ao diagnóstico, o subtipo imunofenotípico e a presença de alterações genéticas específicas. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir febre (muitas vezes relacionada à neutropenia e infecções), palidez, sangramentos, linfadenopatia, hepatoesplenomegalia e dor óssea, que é um sintoma comum e pode ser intensa, não sendo controlada apenas com analgésicos habituais. O diagnóstico é feito por mielograma e biópsia de medula óssea.
A taxa de sobrevida da LLA na infância é significativamente alta, superando 80-90% em muitos centros, especialmente em grupos de bom prognóstico.
Crianças nessa faixa etária geralmente apresentam características biológicas da doença mais favoráveis, como subtipos genéticos específicos, que respondem melhor à quimioterapia.
Sim, a dor óssea é uma manifestação comum nas leucemias, causada pela infiltração dos blastos na medula óssea e periósteo, podendo ser intensa e afetar qualquer osso.
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