IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Acerca das leucemias linfoides agudas (LLAs) na infância, julgue os itens a seguir.I. 70% das LLAs podem entrar em remissão com a utilização de corticoide. Caso se desconfie desse diagnóstico, é indicado utilizar corticoterapia como primeira escolha.II. Cerca de 85% das LLAs são curáveis, desde que recebam quimioterapia conforme protocolo. Atrasos na administração da quimioterapia causam pouco impacto na chance de cura.III. Infecções oportunistas são relativamente comuns e, por essa razão, a profilaxia com sulfametoxazol e trimetropim para pneumocystis carinii é preconizada.IV. A chance de cura vem caindo ao longo dos anos, visto que se tem descoberto formas cada vez mais agressivas da patologia.
LLA na infância: profilaxia com SMX/TMP para Pneumocystis jirovecii é padrão devido à imunossupressão do tratamento.
Pacientes pediátricos com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) submetidos a quimioterapia intensiva são altamente imunocomprometidos. A profilaxia contra infecções oportunistas, como a pneumonia por Pneumocystis jirovecii (anteriormente carinii), com sulfametoxazol-trimetropim é uma medida essencial e preconizada para reduzir a morbidade e mortalidade.
A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é o câncer mais comum na infância, representando cerca de 25% de todas as neoplasias pediátricas. É uma doença grave, mas com altas taxas de cura, que se aproximam de 80-90% em centros especializados, graças aos avanços nos protocolos de quimioterapia. A compreensão da doença e de suas complicações é vital para residentes em pediatria e oncologia. O tratamento da LLA é intensivo e prolongado, envolvendo múltiplas fases de quimioterapia, incluindo corticosteroides, que são potentes indutores de remissão. No entanto, a quimioterapia causa imunossupressão profunda, aumentando o risco de infecções oportunistas. Uma das mais temidas é a pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PCP), que pode ser fatal se não prevenida ou tratada. Por isso, a profilaxia com sulfametoxazol-trimetropim é uma prática padrão e essencial durante todo o período de imunossupressão. É importante ressaltar que, embora a corticoterapia seja eficaz na indução de remissão, ela não é a única terapia e não deve ser usada isoladamente como primeira escolha. Além disso, atrasos na quimioterapia podem comprometer seriamente o prognóstico. A chance de cura da LLA tem aumentado ao longo dos anos devido à pesquisa e aprimoramento dos protocolos, e não diminuído. O manejo da LLA exige uma abordagem multidisciplinar e atenção rigorosa aos detalhes do tratamento e da profilaxia de complicações.
A quimioterapia para LLA causa imunossupressão severa, tornando as crianças vulneráveis a infecções oportunistas. A pneumonia por Pneumocystis jirovecii é uma complicação grave e potencialmente fatal, e a profilaxia com sulfametoxazol-trimetropim reduz significativamente esse risco.
A corticoterapia é um componente fundamental do tratamento da LLA, induzindo remissão em uma alta porcentagem de casos. No entanto, não é utilizada como monoterapia de primeira escolha, mas sim como parte de um protocolo quimioterápico combinado para alcançar a cura.
Atrasos na administração da quimioterapia podem ter um impacto negativo significativo na chance de cura da LLA, pois permitem a proliferação das células leucêmicas e podem levar à resistência ao tratamento. A adesão rigorosa aos protocolos é crucial para otimizar os resultados.
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