Leucemia Linfoide Aguda: Diagnóstico em Crianças com Síndrome de Down

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Menina, 3a, é trazida pela mãe ao Pronto-Socorro por estar apresentando adinamia, palidez, dor em membros inferiores e manchas em face, tronco e membros inferiores há 10 dias. Nega febre. Há um dia refere sangramento gengival durante escovação dentária. Nega outros sangramentos. Antecedentes pessoais: Síndrome de Down e cardiopatia congênita sem repercussão hemodinâmica. Nega uso de medicamentos. Exame físico: descorada 2+/4+, anictérica, acianótica; presença de equimoses em face, tronco e membros; abdome: fígado não palpável, baço a 4 cm do rebordo costal esquerdo, indolor. A PRINCIPAL HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Síndrome de Down + adinamia/palidez/sangramentos/dor óssea + esplenomegalia → alta suspeita de Leucemia Linfoide Aguda.

Resumo-Chave

Pacientes com Síndrome de Down têm um risco significativamente aumentado de desenvolver leucemias, especialmente a LLA. A apresentação com sintomas inespecíficos como adinamia, palidez, sangramentos e dor óssea, associados à esplenomegalia, deve levantar forte suspeita para malignidade hematológica e investigação imediata.

Contexto Educacional

A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância, e sua incidência é significativamente maior em crianças com Síndrome de Down. Essa associação é crucial para o residente, pois a suspeita diagnóstica precoce pode impactar o prognóstico, que geralmente é favorável com o tratamento adequado. A fisiopatologia envolve alterações genéticas no cromossomo 21 que predispõem à transformação maligna de precursores linfoides. O diagnóstico é suspeitado por sintomas como palidez, adinamia, sangramentos (petéquias, equimoses, gengivorragia), dor óssea e hepatoesplenomegalia. A confirmação é feita por mielograma e imunofenotipagem. O tratamento da LLA em crianças com Síndrome de Down segue protocolos de quimioterapia, mas pode haver particularidades devido à maior sensibilidade a alguns agentes e maior risco de toxicidade. O prognóstico, embora geralmente bom para LLA pediátrica, pode ser ligeiramente diferente neste grupo, exigindo atenção especial e acompanhamento multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para leucemia em crianças com Síndrome de Down?

Sinais de alerta incluem palidez, adinamia, sangramentos (gengival, equimoses), dor óssea, febre inexplicada e hepatoesplenomegalia. A Síndrome de Down aumenta o risco de leucemias, como a LLA, exigindo alta suspeita clínica.

Por que crianças com Síndrome de Down têm maior risco de leucemia?

Crianças com Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21) possuem um risco aumentado de leucemias, tanto mieloides quanto linfoides, devido a alterações genéticas e na hematopoiese que as predispõem a malignidades hematológicas.

Qual a importância da esplenomegalia no diagnóstico de leucemia pediátrica?

A esplenomegalia é um achado comum na leucemia pediátrica, indicando infiltração de células leucêmicas no baço. Sua presença, junto com outros sintomas como palidez e sangramentos, reforça a suspeita diagnóstica e a necessidade de investigação hematológica.

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