AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Paciente de 62 anos de idade, do sexo feminino procura seu atendimento por alteração do hemograma. Apresenta hemograma de quatro meses antes e atual com leucocitose às custas de linfócitos (9.000/mm³). Nega perda ponderal, nega febre, nega outros sintomas associados. Você solicitou TC de tórax, abdome e pelve que não demonstrou linfadenopatia ou hepatoesplenomegalia. Considerando o diagnóstico mais provável, analise as assertivas. I. O paciente tem indicação de tratamento com rituximabe, fludarabina ciclofosfamida. II. O acometimento da medula óssea ocorre apenas na menor parte dos casos. III. O quadro pode estar associado a trombocitopenia autoimune. IV. A doença é rara em crianças. Estão corretas somente as assertivas
LLC: assintomática, leucocitose linfocitária, rara em crianças, pode cursar com autoimunidade (trombocitopenia, AHAI).
A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é rara em crianças e pode estar associada a fenômenos autoimunes, como trombocitopenia autoimune e anemia hemolítica autoimune. O tratamento com rituximabe, fludarabina e ciclofosfamida (RFC) é indicado para pacientes sintomáticos ou com doença avançada, não para casos assintomáticos de baixo risco. O acometimento da medula óssea é comum na LLC.
A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é a leucemia mais comum em adultos no ocidente, caracterizada pela proliferação e acúmulo de linfócitos B monoclonais maduros no sangue periférico, medula óssea, linfonodos e baço. É tipicamente uma doença de idosos, com idade média de diagnóstico em torno de 70 anos, e é rara em crianças. Muitos pacientes são diagnosticados incidentalmente devido a uma leucocitose linfocitária em exames de rotina, sendo assintomáticos por longos períodos. O diagnóstico da LLC é feito pela presença de linfocitose monoclonal B persistente (>5.000 linfócitos B/mm³) no sangue periférico por mais de 3 meses, com características imunofenotípicas específicas. O acometimento da medula óssea é quase universal na LLC, sendo um achado comum e não apenas na menor parte dos casos. A indicação de tratamento não é para todos os pacientes; muitos são acompanhados pela estratégia de "observar e esperar" (watch and wait) até que desenvolvam sintomas ou critérios de doença avançada. A LLC pode estar associada a complicações autoimunes, como anemia hemolítica autoimune (AHAI) e trombocitopenia autoimune (PTI), que podem exigir tratamento específico. O regime de rituximabe, fludarabina e ciclofosfamida (RFC) é um tratamento eficaz, mas reservado para pacientes com indicação de terapia, não para casos assintomáticos iniciais. Compreender esses aspectos é crucial para o manejo adequado e individualizado da LLC.
O tratamento para LLC é geralmente indicado para pacientes sintomáticos (febre, perda de peso, sudorese noturna), com doença progressiva, linfadenopatia volumosa, hepatoesplenomegalia, citopenias progressivas ou fenômenos autoimunes refratários.
Não, a LLC é extremamente rara em crianças, sendo predominantemente uma doença de adultos mais velhos.
A LLC pode estar associada a fenômenos autoimunes como anemia hemolítica autoimune (AHAI) e trombocitopenia autoimune (PTI), que podem complicar o curso da doença.
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