IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta alterações que podem ser provocadas pela leucemia linfocítica crônica.
LLC frequentemente causa hipogamaglobulinemia (↑ infecções) e pode levar a plaquetopenia.
A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é uma neoplasia de linfócitos B maduros que cursa com disfunção imune. A hipogamaglobulinemia é uma alteração comum, resultando em maior suscetibilidade a infecções. A plaquetopenia pode ocorrer por infiltração medular ou fenômenos autoimunes.
A Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) é a leucemia mais comum em adultos no Ocidente, caracterizada pela proliferação clonal de linfócitos B pequenos, maduros e imunofenotipicamente anormais, que se acumulam no sangue periférico, medula óssea, linfonodos e baço. A doença tem um curso variável, desde formas indolentes que não necessitam de tratamento imediato até formas agressivas. A compreensão de suas manifestações e complicações é fundamental para o diagnóstico e manejo. O diagnóstico da LLC é feito pela presença de linfocitose persistente (>5.000 linfócitos/mm³) por mais de 3 meses, com a identificação de linfócitos B monoclonais no sangue periférico por citometria de fluxo. Além da linfocitose, outras alterações hematológicas comuns incluem anemia (por infiltração medular, hiperesplenismo ou autoimunidade), trombocitopenia (pelos mesmos mecanismos) e neutropenia. Uma complicação imunológica central e muito comum na LLC é a hipogamaglobulinemia, que resulta da disfunção dos linfócitos B neoplásicos em produzir imunoglobulinas funcionais. Essa deficiência de anticorpos predispõe os pacientes a infecções bacterianas e virais recorrentes, que são uma das principais causas de morbimortalidade na LLC. Outras complicações incluem fenômenos autoimunes, como anemia hemolítica autoimune (Coombs direto positivo) e trombocitopenia imune (PTI), que podem ocorrer em até 10-20% dos pacientes. O manejo da LLC depende do estágio da doença e da presença de sintomas ou complicações. Em pacientes assintomáticos com doença de baixo risco, a conduta pode ser de 'observar e esperar'. Para pacientes sintomáticos ou com doença progressiva, o tratamento pode incluir quimioterapia, imunoterapia (anticorpos monoclonais como rituximabe) e inibidores de tirosina quinase (como ibrutinibe). O reconhecimento e manejo das complicações, como infecções e autoimunidade, são cruciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
A LLC é caracterizada por linfocitose persistente (>5.000 linfócitos/mm³) com linfócitos maduros no sangue periférico, frequentemente com a presença de células de Smudge. Pode haver anemia, trombocitopenia e hipogamaglobulinemia.
A hipogamaglobulinemia ocorre devido à disfunção dos linfócitos B neoplásicos, que são incapazes de se diferenciar em plasmócitos funcionais e produzir imunoglobulinas normais. Isso leva a uma imunodeficiência e maior risco de infecções bacterianas e virais.
As complicações autoimunes mais comuns na LLC incluem anemia hemolítica autoimune (Coombs direto positivo), trombocitopenia imune (PTI) e, menos frequentemente, aplasia pura de células vermelhas ou neutropenia autoimune.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo