UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Paciente de 5 anos, com queixa de astenia, fadiga, manchas roxas pelo corpo e dor nas pernas há 2 semanas. Ao exame físico, hipocorada +++/4+, hidratada, ativa e reativa. Temperatura axilar 38,5 ºC. Ausculta pulmonar sem alterações. Bulhas cardíacas rítmicas, 2 tempos, com presença de sopro sistólico ++/4+. Fígado palpável a 5 cm do rebordo costal, e baço a 6 cm. Petéquias e equimoses em membros inferiores. Hemograma evidenciando Hb 4,0 g/dL, VCM 84 fL, leucócitos 600x10³/uL, plaquetas 2.000/uL. O diagnóstico provável é:
Criança com astenia, febre, dor óssea, hepatoesplenomegalia, petéquias e pancitopenia com leucocitose extrema → LLA.
O quadro clínico de uma criança com astenia, febre, dor nas pernas, hepatoesplenomegalia, petéquias e um hemograma com anemia grave, trombocitopenia acentuada e leucocitose extrema (600.000/uL) é altamente sugestivo de Leucemia Linfocítica Aguda (LLA), a neoplasia mais comum na infância.
A Leucemia Linfocítica Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância, representando cerca de 75% das leucemias pediátricas. Sua importância clínica reside na gravidade e na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos. A LLA é caracterizada pela proliferação descontrolada de linfoblastos na medula óssea, que suprime a produção de células sanguíneas normais. A fisiopatologia da LLA leva a um quadro clínico de insuficiência medular e infiltração de órgãos. Os sintomas incluem anemia (astenia, fadiga, palidez, sopro sistólico funcional), trombocitopenia (petéquias, equimoses, sangramentos) e neutropenia (febre, infecções). A dor óssea é comum devido à infiltração medular, e a hepatoesplenomegalia e linfonodomegalia são achados frequentes devido à infiltração extramedular. O hemograma é crucial, revelando anemia, trombocitopenia e, muitas vezes, leucocitose com blastos circulantes. O diagnóstico é confirmado por mielograma com mais de 20% de blastos. O tratamento é complexo e envolve quimioterapia intensiva em várias fases (indução, consolidação, manutenção), com altas taxas de cura, mas também com riscos de toxicidade. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é vital para um melhor prognóstico.
Os sintomas incluem astenia, fadiga, febre, dor óssea (especialmente nas pernas), manifestações hemorrágicas como petéquias e equimoses, e hepatoesplenomegalia ao exame físico.
O hemograma clássico mostra anemia (Hb baixa), trombocitopenia (plaquetas baixas) e, frequentemente, leucocitose extrema devido à proliferação de blastos, embora possa haver leucopenia ou leucocitose normal.
A anemia aplástica severa cursa com pancitopenia, mas sem a presença de hepatoesplenomegalia e, crucialmente, sem a leucocitose extrema observada neste paciente, que é característica da proliferação neoplásica na LLA.
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