UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
São considerados fatores de mau prognóstico na leucemia linfoblástica aguda na infância, EXCETO:
LLA infantil: Leucometria inicial < 50.000/mm³ é fator de BOM prognóstico, NÃO de mau prognóstico.
Na LLA pediátrica, uma leucometria inicial inferior a 50.000/mm³ é classicamente associada a um prognóstico mais favorável, enquanto valores superiores a esse limiar indicam maior risco. Outros fatores como idade < 1 ano, blastos em líquor, BCR-ABL e hipodiploidia são de mau prognóstico.
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância, representando cerca de 25% de todos os cânceres pediátricos. A estratificação de risco é crucial para guiar o tratamento e otimizar os resultados, sendo um tema frequente em provas de residência. Os fatores prognósticos na LLA pediátrica são divididos em características clínicas e biológicas. Fatores de mau prognóstico incluem idade < 1 ano ou > 10 anos, leucometria inicial > 50.000/mm³, presença de blastos no líquor, e alterações genéticas como a translocação t(9;22) BCR-ABL, hipodiploidia e rearranjos do gene MLL. O tratamento da LLA é complexo e envolve quimioterapia intensiva, com fases de indução, consolidação e manutenção. A identificação precoce dos fatores de risco permite a individualização da terapia, com regimes mais intensivos para pacientes de alto risco, visando melhorar as taxas de sobrevida e reduzir as chances de recaída.
Os principais fatores de mau prognóstico incluem idade inferior a 1 ano ou superior a 10 anos, presença de blastos no líquor, translocações genéticas como BCR-ABL e hipodiploidia, e leucometria inicial acima de 50.000/mm³.
Uma leucometria inicial muito alta (>50.000/mm³) está associada a uma maior carga tumoral e, consequentemente, a um maior risco de recaída e pior prognóstico. Valores mais baixos geralmente indicam um prognóstico mais favorável.
A presença de blastos no líquor indica envolvimento do sistema nervoso central (SNC), o que é um fator de alto risco para recaída e mau prognóstico, exigindo intensificação da terapia intratecal.
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