Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Menina de 9 anos, previamente saudável, apresenta dor torácica, fadiga e palidez progressiva há 3 semanas. Exame físico mostra sopro cardíaco sistólico 2+/6 e hepatoesplenomegalia. Exames laboratoriais indicam anemia normocítica normocrômica, leucopenia e trombocitopenia. O diagnóstico mais provável é:
Criança com pancitopenia + hepatoesplenomegalia + sintomas inespecíficos (fadiga, palidez) → Alta suspeita de Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA).
A combinação de pancitopenia (anemia, leucopenia, trombocitopenia) com hepatoesplenomegalia e sintomas constitucionais (fadiga, palidez, dor torácica) em uma criança é altamente sugestiva de leucemia aguda, sendo a LLA a mais comum na faixa etária pediátrica.
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância, representando cerca de 75-80% de todas as leucemias pediátricas. Caracteriza-se pela proliferação descontrolada de linfoblastos imaturos na medula óssea, que invadem o sangue periférico e outros órgãos. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, que geralmente envolve quimioterapia intensiva. As manifestações clínicas da LLA são variadas e resultam da falência da medula óssea e da infiltração de órgãos. A pancitopenia (anemia, leucopenia e trombocitopenia) é um achado laboratorial comum, levando a sintomas como fadiga, palidez, febre e sangramentos. A hepatoesplenomegalia e a linfonodomegalia são frequentes devido à infiltração de blastos. Dores ósseas e articulares também podem ocorrer. Para residentes, a suspeita de LLA deve surgir diante de uma criança com sintomas inespecíficos e achados laboratoriais de pancitopenia e/ou organomegalia. O diagnóstico é confirmado por mielograma, seguido de imunofenotipagem e estudos genéticos para estratificação de risco e escolha terapêutica. O manejo inicial envolve estabilização do paciente e início rápido do protocolo quimioterápico.
Os sintomas mais comuns incluem fadiga, palidez (devido à anemia), febre, sangramentos (petéquias, equimoses por trombocitopenia), dores ósseas e articulares, e linfonodomegalia e/ou hepatoesplenomegalia.
A pancitopenia na LLA ocorre devido à proliferação descontrolada de blastos na medula óssea, que suprime a produção de células sanguíneas normais, resultando em anemia (palidez, fadiga), leucopenia (infecções) e trombocitopenia (sangramentos).
O diagnóstico de LLA é confirmado pelo mielograma (exame da medula óssea) que revela a presença de mais de 20% de blastos. Outros exames como imunofenotipagem e citogenética são essenciais para classificar o subtipo e guiar o tratamento.
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