ENARE/ENAMED — Prova 2025
As leucemias são as neoplasias malignas mais comuns na infância. Em relação a essas neoplasias, é correto afirmar que:
LLA = Neoplasia mais comum na infância; tríade clássica: febre + dor óssea + citopenias.
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) manifesta-se por falência medular e infiltração tecidual, sendo o diagnóstico confirmado pela presença de blastos na medula óssea.
As leucemias agudas na infância representam um marco na oncologia moderna, com taxas de cura que hoje ultrapassam 80-90% em centros especializados para a LLA. A fisiopatologia baseia-se na proliferação descontrolada de células progenitoras linfoides que perdem a capacidade de diferenciação, ocupando o espaço medular e impedindo a hematopoese normal. Isso explica a apresentação clínica clássica de pancitopenia. É crucial que o pediatra e o médico de emergência reconheçam sinais de alerta, como dor óssea que desperta a criança à noite ou linfonodomegalias endurecidas e aderidas. O diagnóstico diferencial inclui doenças infecciosas (como mononucleose) e outras doenças reumatológicas (como Artrite Idiopática Juvenil), mas a presença de citopenias em mais de uma linhagem deve sempre levantar a suspeita de malignidade. O tratamento é baseado em protocolos de quimioterapia intensiva divididos em fases: indução, consolidação e manutenção.
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é a neoplasia maligna mais comum na infância, representando cerca de 75% a 80% de todas as leucemias pediátricas. O pico de incidência ocorre entre os 2 e 5 anos de idade. Diferente dos adultos, onde as formas crônicas são frequentes, na pediatria as leucemias agudas predominam amplamente, exigindo diagnóstico e tratamento imediatos devido à rápida progressão da doença.
Os sintomas decorrem da substituição das células normais da medula óssea por blastos (falência medular) e da infiltração de órgãos. Os pacientes apresentam astenia e palidez (anemia), febre e infecções (neutropenia), e fenômenos hemorrágicos como petéquias e equimoses (plaquetopenia). Além disso, a dor óssea é muito comum devido à expansão da medula, e o exame físico frequentemente revela linfonodomegalias, hepatoesplenomegalia e, por vezes, infiltração do SNC ou testículos.
Embora o hemograma sugira o diagnóstico (mostrando anemia, plaquetopenia e leucócitos que podem estar aumentados, normais ou diminuídos, com ou sem blastos periféricos), a confirmação é feita pelo mielograma. O diagnóstico de leucemia aguda é estabelecido pela presença de 20% ou mais de blastos na medula óssea. Complementarmente, realizam-se a imunofenotipagem (para distinguir entre linhagem B ou T), citogenética e biologia molecular para estratificação de risco.
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