PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Criança com 4 anos de idade, apresentando dor óssea, febre, astenia, adenomegalias generalizadas, hepatoesplenomegalia, petéquias e equimoses, sugere diagnóstico mais provável de
Criança com dor óssea, febre, sangramentos e visceromegalias → suspeitar de Leucemia Linfoblástica Aguda.
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é a neoplasia mais comum na infância. Seus sintomas resultam da proliferação de blastos na medula óssea, levando à insuficiência medular (anemia, trombocitopenia, neutropenia) e infiltração de outros órgãos (ossos, linfonodos, fígado, baço).
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é a neoplasia maligna mais comum na infância, representando cerca de 25% de todos os cânceres pediátricos e 75-80% das leucemias em crianças. Sua incidência atinge um pico entre 2 e 5 anos de idade. A doença é caracterizada pela proliferação descontrolada de linfoblastos imaturos na medula óssea, que suprimem a hematopoiese normal e podem infiltrar outros tecidos. A fisiopatologia da LLA envolve alterações genéticas e cromossômicas nos precursores linfoides, levando à falha na maturação e proliferação clonal. Os sintomas clínicos resultam da insuficiência medular (anemia, trombocitopenia, neutropenia) e da infiltração extramedular. Dor óssea e articular, febre, astenia, palidez, sangramentos (petéquias, equimoses), adenomegalias generalizadas e hepatoesplenomegalia são manifestações comuns que devem levantar a suspeita diagnóstica. O diagnóstico é confirmado por mielograma, que revela a presença de >20% de blastos na medula óssea, e imunofenotipagem para classificar o subtipo de leucemia. O tratamento é complexo e envolve quimioterapia intensiva, com altas taxas de cura, mas também com riscos de toxicidade. O reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para um diagnóstico e tratamento oportunos, melhorando o prognóstico.
Os primeiros sinais de leucemia em crianças podem incluir dor óssea ou articular, febre inexplicável, palidez, fadiga, perda de peso, sangramentos fáceis (petéquias, equimoses) e aumento de linfonodos, fígado ou baço.
O diagnóstico de LLA é feito através de hemograma completo, que geralmente mostra citopenias, e confirmado por mielograma (exame da medula óssea) que revela a presença de mais de 20% de blastos. A imunofenotipagem é essencial para classificar o subtipo de leucemia.
A principal diferença entre LLA (linfoblástica) e LMA (mieloblástica) reside na linhagem celular afetada. LLA envolve precursores linfoides, enquanto LMA envolve precursores mieloides. A distinção é feita por imunofenotipagem e é crucial para definir o tratamento, que é diferente para cada tipo.
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