Leucemia Aguda Infantil: Sinais, Sintomas e Diagnóstico

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021

Enunciado

Genitora relata que, há aproximadamente 15 dias, seu filho de três anos iniciou quadro de fadiga, dores em membros inferiores, febre intermitente e equimoses pelo corpo, após traumas leves. Exame físico: palidez cutâneo mucosa ++/4+, linfonodomegalias em região cervical bilateralmente, baço palpável a 6,5cm do rebordo costal esquerdo, fígado palpável a 3,5cm do rebordo costal direito, equimoses difusas em membros inferiores, tórax anterior e nádegas. Exames laboratoriais: hematócrito: 15,5%; hemoglobina: 5,4g/dL, VCM: 78,3fL, CHCM: 32,8g/dL; HCM: 25,7pg; leucócitos: 2.000/mm3 (linfócitos 90% segmentados 10%), contagem de plaquetas 17.000/mm3. A principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Aplasia medular
  2. B) Linfoma de Hodgkin
  3. C) Leucemia Aguda
  4. D) Aplasia Medular 
  5. E) Mononucleose Infecciosa

Pérola Clínica

Criança com fadiga, febre, dores ósseas, equimoses, hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia e pancitopenia → Leucemia Aguda.

Resumo-Chave

O quadro clínico da criança (fadiga, febre, dores em membros inferiores, equimoses, palidez, linfonodomegalia, hepatoesplenomegalia) associado à pancitopenia grave no hemograma (anemia, leucopenia com predomínio de linfócitos, trombocitopenia) é altamente sugestivo de uma leucemia aguda, que é a neoplasia mais comum na infância.

Contexto Educacional

A leucemia aguda é a neoplasia mais comum na infância, representando cerca de 30% de todos os cânceres pediátricos. Sua importância clínica é imensa, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para a sobrevida e qualidade de vida da criança. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas inespecíficos que podem levar à suspeita. A fisiopatologia envolve a proliferação descontrolada de células hematopoéticas imaturas (blastos) na medula óssea, que suprimem a produção de células sanguíneas normais, levando à anemia, trombocitopenia e leucopenia funcional. Essas células malignas podem infiltrar outros órgãos, causando hepatoesplenomegalia, linfonodomegalia, dores ósseas e sintomas sistêmicos como febre e fadiga. O diagnóstico é fortemente sugerido pelo quadro clínico e hemograma (pancitopenia com ou sem blastos circulantes) e confirmado por mielograma (exame da medula óssea) e imunofenotipagem. O tratamento é complexo e envolve quimioterapia intensiva, com altas taxas de cura para a Leucemia Linfoide Aguda (LLA), o tipo mais comum em crianças. O prognóstico depende de fatores como idade, tipo de leucemia e resposta inicial ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas mais comuns da leucemia aguda em crianças?

Os sinais e sintomas incluem fadiga, palidez (devido à anemia), febre (por infecções ou doença), equimoses e sangramentos (por trombocitopenia), dores ósseas ou articulares, linfonodomegalia e hepatoesplenomegalia.

Como o hemograma auxilia no diagnóstico da leucemia aguda pediátrica?

O hemograma na leucemia aguda frequentemente revela pancitopenia (anemia, leucopenia ou leucocitose, e trombocitopenia) e a presença de blastos no sangue periférico, que são células imaturas e anormais, indicando a proliferação maligna na medula óssea.

Qual a importância do exame físico na suspeita de leucemia em crianças?

O exame físico é crucial para identificar achados como palidez cutâneo-mucosa, petéquias/equimoses, linfonodomegalia (cervical, axilar, inguinal), hepatoesplenomegalia e sensibilidade óssea, que são indicativos de infiltração medular e extramedular da doença.

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