IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Menino de 3 anos, portador de síndrome de Down, é levado à unidade de emergência em decorrência de febre, dor abdominal e palidez cutaneomucosa. Ao exame físico, se encontra hipocorado (2+/4+), com petéquias em membros inferiores e superiores, linfonodos palpáveis em região supraclavicular bilateralmente e hepatoesplenomegalia. Laboratorialmente, apresenta anemia e plaquetopenia. Com base na principal suspeita clínica, a melhor propedêutica diagnóstica é:
Síndrome de Down + Citopenias + Hepatoesplenomegalia → Investigar Leucemia (Mielograma).
Crianças com Síndrome de Down têm risco aumentado de leucemias (LLA e LMA); a presença de febre, petéquias e linfonodo supraclavicular exige avaliação imediata da medula óssea.
A Síndrome de Down está fortemente associada a distúrbios hematológicos e maior predisposição a neoplasias hematológicas. O quadro clínico de febre, palidez (anemia), petéquias (plaquetopenia) e hepatoesplenomegalia sugere infiltração da medula óssea por blastos. O linfonodo supraclavicular é um achado de alta especificidade para patologias graves. A investigação deve ser rápida, iniciando pelo hemograma com esfregaço de sangue periférico e seguindo para o estudo medular completo.
Crianças com trissomia do 21 têm um risco 10 a 20 vezes maior de desenvolver leucemia, com destaque para a LMA-M7 nos primeiros anos de vida e LLA em crianças maiores.
É um sinal clássico de alerta para malignidade (linfoma ou leucemia) ou doença sistêmica grave, nunca devendo ser ignorado na avaliação pediátrica.
O diagnóstico definitivo é realizado através do aspirado de medula óssea (mielograma) com análise de imunofenotipagem, citogenética e, se necessário, biópsia de medula.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo