UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
Um menino de quatro anos de idade foi levado pela manhã ao pediatra porque, havia vinte dias, vinha apresentando febre baixa, fraqueza progressiva, palidez e manchas roxas pelo corpo. No exame físico, o médico detectou, além da palidez e das equimoses, edema e dor nas articulações dos joelhos e cotovelos, e hepatoesplenomegalia. A fim de esclarecer o caso, o médico solicitou um hemograma completo, que mostrou pancitopenia.Com base no caso clínico acima apresentado, julgue o próximo item.O exame mais importante a ser realizado na criança com vistas ao diagnóstico é o mielograma.
Pancitopenia + hepatoesplenomegalia + dor óssea em criança → suspeitar leucemia → mielograma.
O quadro clínico de pancitopenia, febre, palidez, equimoses, hepatoesplenomegalia e dor articular em uma criança é altamente sugestivo de leucemia aguda. O mielograma é o exame confirmatório para o diagnóstico.
O caso clínico descreve um quadro altamente sugestivo de leucemia aguda em uma criança, uma das neoplasias mais comuns na infância. A apresentação com febre baixa, fraqueza progressiva, palidez, equimoses, edema e dor articular, associada à hepatoesplenomegalia e pancitopenia no hemograma, forma um conjunto de sintomas clássicos de infiltração medular e falência da medula óssea. A pancitopenia (diminuição de todas as linhagens celulares no sangue periférico) é um achado crucial que reflete a substituição da medula óssea normal por células leucêmicas. A dor óssea e articular é comum devido à infiltração leucêmica no periósteo e nas articulações. A hepatoesplenomegalia ocorre pela infiltração extramedular. Diante dessa suspeita, o mielograma (aspirado de medula óssea) é o exame diagnóstico definitivo. Ele permite a identificação e quantificação dos blastos, confirmando a leucemia e auxiliando na sua classificação. Outros exames complementares, como imunofenotipagem, citogenética e biologia molecular, são fundamentais para a subtipagem da leucemia e para a estratificação de risco, que guiarão o protocolo de tratamento.
Os sinais incluem palidez, fadiga, febre, equimoses ou sangramentos, dor óssea ou articular, linfadenopatia e hepatoesplenomegalia, resultantes da falência medular e infiltração de órgãos.
O mielograma permite a análise morfológica das células da medula óssea, identificando a presença de blastos (células imaturas) em quantidade superior a 20%, o que confirma o diagnóstico de leucemia aguda.
Além do hemograma e mielograma, são essenciais imunofenotipagem, citogenética e biologia molecular para classificar o tipo de leucemia e guiar o tratamento e prognóstico.
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