Leucemia Aguda: Diagnóstico e Sinais em Adolescentes

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Adolescente de 17 anos chega à emergência com história de dor óssea há 15 dias, associada à febre, astenia e sangramento gengival. Ao exame físico, apresenta: palidez cutânea moderada, tumoração em órbita, fígado a 3 cm do RCD e baço a 4 cm do RCE. Sobre o caso, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Deve ser solicitado hemograma e iniciado o tratamento com antibióticos.
  2. B) A tumefação ocular deve tratar-se de cloroma, que é uma massa de blastos e acontece em crianças com o diagnóstico de leucemia mieloide crônica. 
  3. C) O LCR, hemograma e mielograma são exames que devem ser solicitados para a elucidação diagnóstica. Pelo quadro clínico e faixa etária, o mais provável é que se trate de leucemia linfoide aguda.
  4. D) O mielograma desse paciente deve apresentar mais de 30% de blastos mielocíticos; caso haja mais de 100.000 leucócitos ao leucograma, consideraremos fator de mau prognóstico. 
  5. E) Geralmente o comprometimento do sistema nervoso central é sintomático.

Pérola Clínica

Adolescente com dor óssea, febre, sangramento, hepatoesplenomegalia e cloroma → Leucemia Aguda (provável LMA).

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor óssea, febre, astenia, sangramento e hepatoesplenomegalia em um adolescente é altamente sugestivo de leucemia aguda. A presença de tumoração em órbita (cloroma) é uma manifestação extramedular mais característica da leucemia mieloide aguda (LMA). O diagnóstico é confirmado por mielograma, e a leucocitose elevada (>100.000) é um fator de mau prognóstico.

Contexto Educacional

A leucemia aguda é uma neoplasia hematológica caracterizada pela proliferação descontrolada de células imaturas (blastos) na medula óssea, que suprimem a produção de células sanguíneas normais. É a malignidade mais comum na infância e adolescência, com a leucemia linfoide aguda (LLA) sendo mais frequente, mas a leucemia mieloide aguda (LMA) também ocorre e pode ter apresentações distintas, como o cloroma. O diagnóstico precoce é fundamental e baseia-se na suspeita clínica a partir de sintomas inespecíficos como febre, astenia, palidez, sangramentos e dor óssea, que podem ser confundidos com outras condições. A presença de hepatoesplenomegalia e linfadenopatia, juntamente com achados de hemograma (citopenias ou leucocitose com blastos), deve levantar a suspeita. O mielograma é o exame confirmatório, definindo o tipo de leucemia e a porcentagem de blastos. O tratamento da leucemia aguda é complexo e envolve quimioterapia intensiva, com ou sem transplante de medula óssea, dependendo do subtipo e dos fatores de risco. Fatores como a idade do paciente, o subtipo citogenético e molecular, e a contagem de leucócitos no diagnóstico (leucocitose >100.000 é um fator de mau prognóstico) influenciam a escolha terapêutica e o prognóstico. O manejo de complicações como infecções e sangramentos é crucial durante o tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de leucemia aguda em adolescentes?

Os principais sinais e sintomas incluem dor óssea, febre, astenia, sangramento (gengival, petéquias), palidez cutânea, e organomegalia como hepatoesplenomegalia. Manifestações extramedulares como o cloroma (tumoração em órbita) também podem ocorrer.

O que é um cloroma e qual sua relevância diagnóstica?

Cloroma é uma massa tumoral de blastos mieloides que pode surgir em locais extramedulares, como a órbita. Sua presença é altamente sugestiva de leucemia mieloide aguda (LMA) e indica um envolvimento extramedular da doença.

Quais exames são fundamentais para o diagnóstico de leucemia aguda?

O hemograma completo pode mostrar citopenias ou leucocitose com blastos. O mielograma é crucial para o diagnóstico, revelando mais de 20% de blastos na medula óssea. Exames complementares como imunofenotipagem, citogenética e biologia molecular são importantes para a classificação e prognóstico.

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