FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Letícia, de 25 anos de idade, primigesta, está com 38 semanas de gestação. Ela foi levada ao pronto‑socorro após apresentar uma crise convulsiva tônico‑clônica que durou cerca de 1 minuto. Ela não tem histórico de convulsões ou epilepsia. Na admissão, a PA de Letícia era de 165x105 mmHg, e ela apresentava edema em membros inferiores e proteinúria de 3+ em exame de urina de rotina. O exame neurológico estava normal, exceto por uma leve cefaleia. O obstetra avaliou Letícia e suspeitou de iminência de eclâmpsia. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais indicada para a paciente.
Eclâmpsia = Crise convulsiva + Pré-eclâmpsia → Sulfato de Mg + Interrupção da gestação.
A eclâmpsia é uma emergência obstétrica caracterizada por convulsões tônico-clônicas em gestantes com pré-eclâmpsia. A conduta imediata envolve a administração de sulfato de magnésio para prevenir novas convulsões e a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna.
A eclâmpsia é uma das complicações mais graves da gestação, caracterizada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, sem outras causas neurológicas para as convulsões. Representa uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo imediatos para prevenir morbidade e mortalidade materna e fetal significativas. A fisiopatologia da eclâmpsia está ligada à disfunção endotelial generalizada e à resposta inflamatória sistêmica da pré-eclâmpsia, que afeta múltiplos órgãos, incluindo o sistema nervoso central. Os sintomas premonitórios podem incluir cefaleia intensa, distúrbios visuais, dor epigástrica e hiperreflexia. A paciente da questão, com 38 semanas, crise convulsiva, PA elevada, edema e proteinúria, apresenta um quadro clássico de eclâmpsia. A conduta mais indicada na eclâmpsia é a estabilização da paciente e a interrupção da gestação. A administração de sulfato de magnésio é prioritária para controlar as convulsões e prevenir recorrências, sendo o anticonvulsivante de escolha. Após a estabilização materna, a gestação deve ser interrompida, seja por indução do parto ou cesariana, dependendo das condições obstétricas e da urgência, pois a remoção da placenta é o tratamento definitivo da doença.
A eclâmpsia é diagnosticada pela ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas para as convulsões.
O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões na eclâmpsia, atuando como um anticonvulsivante e neuroprotetor.
A interrupção da gestação é o tratamento definitivo para a eclâmpsia, pois a remoção da placenta resolve a fisiopatologia subjacente da doença. Deve ser realizada após a estabilização da mãe.
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