Lesões de Via Biliar: Classificação, Sintomas e Tratamento

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021

Enunciado

Referente às lesões de via biliar: classificação, sintomas e tratamento, selecione a INCORRETA.

Alternativas

  1. A) A lesão tipo A na classificação de Strasberg representa lesão do ducto cístico ou do ducto de Luschka.
  2. B) Estenose do ducto hepático comum com coto < 2cm pode tem a classificação de lesão tipo E2 segundo Strasberg.
  3. C) A taxa de lesões de via biliar pós operatórias na cirurgia laparoscópica é geralmente maior do que na cirurgia aberta e caso haja gotejamento de bile os principais sintomas iniciais seriam a icterícia e dor abdominal.
  4. D) Cerca de 80 a 90% das estenoses de via biliar podem ser tratadas endoscopicamente com o uso de cateteres para dilatação e próteses, com maior sucesso para estenoses abaixo do hilo hepático e apresentação precoce das lesões.

Pérola Clínica

Lesões de via biliar pós-colecistectomia laparoscópica são mais comuns que na aberta; gotejamento de bile causa dor abdominal, febre, mas icterícia é tardia ou ausente.

Resumo-Chave

A incidência de lesões de via biliar é de fato maior na colecistectomia laparoscópica do que na aberta. No entanto, o gotejamento de bile (fístula biliar) geralmente se manifesta com dor abdominal, distensão, febre e sepse, mas a icterícia é um sintoma tardio ou ausente, pois a bile extravasa para a cavidade peritoneal e não para a circulação sistêmica.

Contexto Educacional

As lesões de via biliar são complicações graves da colecistectomia, com uma incidência notavelmente maior na abordagem laparoscópica em comparação com a cirurgia aberta. A classificação de Strasberg é fundamental para categorizar essas lesões, auxiliando na comunicação e no planejamento terapêutico. Lesões tipo A envolvem o ducto cístico ou ductos aberrantes (como o de Luschka), enquanto as lesões tipo E, as mais graves, afetam o ducto hepático comum ou seus ramos, sendo subdivididas pela altura em relação à confluência biliar. A alternativa C é incorreta porque, embora a taxa de lesões seja maior na cirurgia laparoscópica, os sintomas iniciais de um gotejamento de bile (fístula biliar) não são primariamente icterícia. A icterícia ocorre quando há obstrução do fluxo biliar para o intestino, levando ao acúmulo de bilirrubina na corrente sanguínea. No caso de gotejamento, a bile extravasa para a cavidade peritoneal, causando peritonite biliar, dor abdominal intensa, distensão, febre e, em casos graves, sepse. A icterícia pode surgir tardiamente se houver obstrução associada ou absorção peritoneal significativa. O tratamento das lesões de via biliar varia conforme o tipo e a gravidade. Estenoses biliares, especialmente as distais e diagnosticadas precocemente, podem ser tratadas endoscopicamente com sucesso através de dilatação e colocação de stents. Lesões mais complexas, como as de Strasberg tipo E, frequentemente exigem reparo cirúrgico complexo, como a hepaticojejunostomia em Y de Roux. O reconhecimento precoce e a abordagem multidisciplinar são cruciais para otimizar os resultados.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de lesões de via biliar na classificação de Strasberg?

A classificação de Strasberg categoriza as lesões de A a E, sendo A lesões do ducto cístico ou de Luschka, B e C oclusões de ductos aberrantes, e D e E lesões do ducto hepático comum ou de seus ramos, com E subdividida de E1 a E5 conforme a altura da lesão.

Quais os sintomas iniciais de um gotejamento de bile pós-colecistectomia?

Os sintomas iniciais de um gotejamento de bile (fístula biliar) incluem dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos, febre e sinais de peritonite biliar. A icterícia é incomum, a menos que haja obstrução associada.

Como as estenoses de via biliar podem ser tratadas endoscopicamente?

Estenoses de via biliar podem ser tratadas endoscopicamente com dilatação por balão e colocação de próteses (stents) biliares. Esse método é mais eficaz para estenoses distais e quando a lesão é identificada precocemente.

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