HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Referente às lesões de via biliar: classificação, sintomas e tratamento, selecione a INCORRETA.
Lesões de via biliar pós-colecistectomia laparoscópica são mais comuns que na aberta; gotejamento de bile causa dor abdominal, febre, mas icterícia é tardia ou ausente.
A incidência de lesões de via biliar é de fato maior na colecistectomia laparoscópica do que na aberta. No entanto, o gotejamento de bile (fístula biliar) geralmente se manifesta com dor abdominal, distensão, febre e sepse, mas a icterícia é um sintoma tardio ou ausente, pois a bile extravasa para a cavidade peritoneal e não para a circulação sistêmica.
As lesões de via biliar são complicações graves da colecistectomia, com uma incidência notavelmente maior na abordagem laparoscópica em comparação com a cirurgia aberta. A classificação de Strasberg é fundamental para categorizar essas lesões, auxiliando na comunicação e no planejamento terapêutico. Lesões tipo A envolvem o ducto cístico ou ductos aberrantes (como o de Luschka), enquanto as lesões tipo E, as mais graves, afetam o ducto hepático comum ou seus ramos, sendo subdivididas pela altura em relação à confluência biliar. A alternativa C é incorreta porque, embora a taxa de lesões seja maior na cirurgia laparoscópica, os sintomas iniciais de um gotejamento de bile (fístula biliar) não são primariamente icterícia. A icterícia ocorre quando há obstrução do fluxo biliar para o intestino, levando ao acúmulo de bilirrubina na corrente sanguínea. No caso de gotejamento, a bile extravasa para a cavidade peritoneal, causando peritonite biliar, dor abdominal intensa, distensão, febre e, em casos graves, sepse. A icterícia pode surgir tardiamente se houver obstrução associada ou absorção peritoneal significativa. O tratamento das lesões de via biliar varia conforme o tipo e a gravidade. Estenoses biliares, especialmente as distais e diagnosticadas precocemente, podem ser tratadas endoscopicamente com sucesso através de dilatação e colocação de stents. Lesões mais complexas, como as de Strasberg tipo E, frequentemente exigem reparo cirúrgico complexo, como a hepaticojejunostomia em Y de Roux. O reconhecimento precoce e a abordagem multidisciplinar são cruciais para otimizar os resultados.
A classificação de Strasberg categoriza as lesões de A a E, sendo A lesões do ducto cístico ou de Luschka, B e C oclusões de ductos aberrantes, e D e E lesões do ducto hepático comum ou de seus ramos, com E subdividida de E1 a E5 conforme a altura da lesão.
Os sintomas iniciais de um gotejamento de bile (fístula biliar) incluem dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos, febre e sinais de peritonite biliar. A icterícia é incomum, a menos que haja obstrução associada.
Estenoses de via biliar podem ser tratadas endoscopicamente com dilatação por balão e colocação de próteses (stents) biliares. Esse método é mais eficaz para estenoses distais e quando a lesão é identificada precocemente.
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