UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Em relação ao traumatismo torácico, é CORRETO afirmar: I - 70% dos ferimentos cardíacos acontecem por ferimentos penetrantes na zona de Ziedler que tem como limites: superior, o 4º espaço intercostal; inferior, o 10º espaço intercostal; medial, a linha paraesternal direita; lateral, a linha axilar posterior. II - As lesões com risco imediato de morte e que devem ser tratadas imediatamente no exame primário são: pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, tórax flácido com contusão pulmonar, hemotórax maciço e tamponamento cardíaco. III - Classicamente, a toracotomia de reanimação é indicada para vítima de lesão penetrante, com parada cardíaca presenciada.
Lesões torácicas com risco imediato de morte (ATLS): pneumotórax hipertensivo/aberto, hemotórax maciço, tórax flácido, tamponamento cardíaco. Toracotomia de reanimação → PCR presenciada em trauma penetrante.
No traumatismo torácico, é fundamental reconhecer e tratar imediatamente as lesões com risco de morte no exame primário, como pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, hemotórax maciço, tórax flácido com contusão pulmonar e tamponamento cardíaco. A toracotomia de reanimação é uma intervenção de emergência indicada em casos específicos, como parada cardíaca presenciada em vítimas de trauma penetrante, visando restaurar a circulação e aliviar a pressão intratorácica.
O traumatismo torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, tanto em traumas contusos quanto penetrantes. O manejo inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na identificação e tratamento imediato das lesões que ameaçam a vida no exame primário. É fundamental que o residente esteja apto a reconhecer rapidamente condições como pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, hemotórax maciço, tórax flácido com contusão pulmonar e tamponamento cardíaco. O pneumotórax hipertensivo, por exemplo, é uma emergência que requer descompressão imediata com agulha. O tórax flácido, caracterizado pela fratura de três ou mais costelas adjacentes em dois ou mais pontos, resulta em movimento paradoxal da parede torácica e está frequentemente associado à contusão pulmonar subjacente. O tamponamento cardíaco, por sua vez, é uma causa de choque obstrutivo que exige pericardiocentese ou toracotomia de emergência. A toracotomia de reanimação é um procedimento invasivo com indicações precisas, principalmente em trauma penetrante com parada cardíaca presenciada, onde pode oferecer uma chance de sobrevida ao permitir o controle direto de hemorragias e o alívio do tamponamento. O conhecimento da anatomia torácica, incluindo a 'Zona de Ziedler' (região de maior risco para lesões cardíacas), é essencial para a avaliação e o manejo eficaz do paciente traumatizado.
As lesões com risco imediato de morte incluem pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, hemotórax maciço, tórax flácido com contusão pulmonar e tamponamento cardíaco. O reconhecimento e tratamento rápidos dessas condições são cruciais para a sobrevida do paciente traumatizado.
A toracotomia de reanimação é classicamente indicada para vítimas de lesão penetrante no tórax que apresentam parada cardíaca presenciada no pronto-socorro ou que chegam com sinais de vida e evoluem para parada cardíaca. Seu objetivo é aliviar o tamponamento cardíaco, controlar hemorragias e realizar massagem cardíaca interna.
A Zona de Ziedler, ou 'caixa cardíaca', é uma região do tórax delimitada superiormente pelo 5º espaço intercostal, inferiormente pelo processo xifoide, e lateralmente pelas linhas hemiclaviculares. Ferimentos penetrantes nesta área têm maior probabilidade de lesar o coração e grandes vasos, exigindo alta suspeita e investigação.
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