UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Todas alternativas abaixo são consideradas lesões pré-malignas de neoplasia do esôfago, EXCETO:
Esclerodermia causa dismotilidade esofágica, mas NÃO é lesão pré-maligna direta para câncer de esôfago.
Enquanto Esôfago de Barrett, Acalásia, estenose por cáusticos e Tilose palmoplantar são condições que aumentam significativamente o risco de câncer de esôfago (adenocarcinoma ou espinocelular), a esclerodermia causa principalmente dismotilidade e refluxo, não sendo uma lesão pré-maligna direta.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com prognóstico reservado, sendo crucial a identificação e o manejo de lesões pré-malignas. Existem dois tipos histológicos principais: adenocarcinoma, mais comum no esôfago distal e associado ao Esôfago de Barrett, e carcinoma espinocelular, mais comum no esôfago médio e proximal, associado a fatores como tabagismo, etilismo e acalásia. As condições consideradas lesões pré-malignas incluem: Esôfago de Barrett (principalmente para adenocarcinoma), Acalásia (especialmente a chagásica com megaesôfago, para carcinoma espinocelular), estenoses esofágicas por ingestão de agentes corrosivos (para carcinoma espinocelular) e Tilose palmoplantar (uma condição genética rara associada a alto risco de carcinoma espinocelular). A esclerodermia, por outro lado, é uma doença autoimune que causa fibrose e dismotilidade esofágica, levando a refluxo gastroesofágico grave. Embora o refluxo crônico possa, indiretamente, predispor ao Esôfago de Barrett e, consequentemente, ao adenocarcinoma, a esclerodermia em si não é classificada como uma lesão pré-maligna direta do esôfago. É importante para o residente diferenciar as condições que diretamente aumentam o risco de malignidade daquelas que causam sintomas ou complicações que podem, secundariamente, levar a um risco aumentado.
O Esôfago de Barrett, uma metaplasia intestinal do epitélio esofágico distal, é a principal lesão pré-maligna para adenocarcinoma de esôfago, especialmente quando há displasia.
A acalásia, especialmente a chagásica com megaesôfago, leva à estase alimentar e inflamação crônica do esôfago, aumentando o risco de carcinoma espinocelular devido à irritação prolongada da mucosa.
A ingestão de agentes corrosivos causa estenoses esofágicas e inflamação crônica, que podem evoluir para carcinoma espinocelular anos após a lesão inicial, sendo um fator de risco bem estabelecido.
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