PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2018
A tabela a seguir apresenta os agravos à saúde do trabalhador mais notificados no Sistema de Informações de Agravos de Notificação entre 2012 e 2014. Verifica-se que as Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) corresponderam ao grupo de doenças mais notificadas do período estudado. Com relação às LER/DORT é CORRETO afirmar:
LER/DORT → maior prevalência em mulheres devido a tarefas repetitivas e posturas inadequadas no trabalho.
As LER/DORT são mais prevalentes em mulheres, frequentemente associadas a atividades laborais que exigem alta repetitividade, força excessiva, posturas inadequadas e pouca autonomia, levando a sobrecarga musculoesquelética.
As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) representam um conjunto de condições que afetam músculos, tendões, nervos e articulações, sendo uma das principais causas de adoecimento e afastamento do trabalho no Brasil. Sua importância clínica e epidemiológica é crescente, impactando significativamente a saúde pública e a economia. A compreensão desses agravos é fundamental para médicos que atuam em saúde ocupacional e atenção primária. A fisiopatologia das LER/DORT envolve a sobrecarga biomecânica e a microtraumatização de estruturas musculoesqueléticas devido a movimentos repetitivos, posturas inadequadas, força excessiva e vibração. Fatores organizacionais e psicossociais do trabalho, como ritmo intenso, falta de pausas e pressão por produtividade, também contribuem para o desenvolvimento e agravamento dessas condições. O diagnóstico é clínico, baseado na história ocupacional e exame físico, e o tratamento envolve repouso, fisioterapia e, em alguns casos, medicação. É um erro comum focar apenas em fatores individuais de fragilidade. Na verdade, as LER/DORT são multifatoriais, com forte componente relacionado à organização do trabalho. A prevenção é a melhor estratégia, por meio de intervenções ergonômicas, pausas regulares, rodízio de tarefas e educação dos trabalhadores. A prevalência em mulheres é maior devido à sua inserção em setores com tarefas de alta repetitividade e menor autonomia, o que ressalta a importância de uma análise de gênero nas políticas de saúde do trabalhador.
Os fatores de risco incluem movimentos repetitivos, força excessiva, posturas inadequadas, vibração, compressão mecânica, e fatores psicossociais como alta demanda e baixo controle sobre o trabalho.
Mulheres são frequentemente alocadas em tarefas que exigem alta repetitividade, precisão e posturas estáticas, além de terem menor autonomia e maior carga de trabalho doméstico, contribuindo para a maior prevalência de LER/DORT.
Sim, as LER/DORT são uma das principais causas de afastamento e incapacidade laboral no Brasil, podendo levar a dor crônica, limitações funcionais e necessidade de reabilitação prolongada.
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