CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre lesões periféricas da retina, pode-se afirmar:
RD no olho contralateral = Forte indicação de profilaxia em lesões predisponentes.
O tratamento de lesões periféricas da retina é individualizado. A história de descolamento de retina (RD) no olho contralateral aumenta significativamente o risco e justifica o tratamento profilático de lesões que seriam apenas observadas em outros pacientes.
As lesões periféricas da retina variam desde achados benignos até precursores perigosos do descolamento de retina (RD). A decisão de realizar fotocoagulação a laser baseia-se no equilíbrio entre o risco da lesão e o risco do procedimento. O fator de risco mais importante para considerar o tratamento de uma lesão assintomática é o status do olho contralateral: se o paciente já teve um RD, qualquer lesão predisponente (lattice, roturas) no olho remanescente deve ser considerada para profilaxia. A miopia degenerativa, afaquia/pseudofaquia e síndromes genéticas (como Stickler) também reduzem o limiar para intervenção. O objetivo do laser é criar uma cicatriz coriorretiniana firme ao redor da lesão, impedindo a passagem de fluido para o espaço sub-retiniano.
A degeneração lattice (em treliça) em pacientes assintomáticos e sem fatores de risco geralmente não requer tratamento, pois o risco de evolução para descolamento de retina é baixo. Entretanto, o tratamento com fotocoagulação a laser é indicado se houver sintomas (flashes e moscas volantes), se o paciente for alto míope, se for realizar cirurgia de catarata ou se houver história de descolamento de retina no olho contralateral.
Roturas em ferradura (flap tears) sintomáticas têm alto risco de evoluir para descolamento de retina devido à tração vítreo-retiniana persistente e devem ser tratadas com laser imediatamente. Se forem achados incidentais em pacientes assintomáticos, a conduta é controversa, mas a presença de fatores de risco (como RD no outro olho) inclina a decisão para o tratamento.
Buracos atróficos são geralmente lesões estáveis resultantes de afinamento retiniano crônico, sem tração vítrea ativa. Em pacientes assintomáticos, o risco de descolamento é mínimo e o tratamento não é indicado de rotina. A observação periódica é a conduta padrão na ausência de fatores de risco maiores.
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