SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Assinale a alternativa incorreta com relação aos sintomas das lesões cáusticas do esôfago:
Ingestão cáustica: dor oral/subesternal, disfagia, odinofagia. Atenção a perfuração e edema de VAS.
A ingestão de substâncias cáusticas pode causar lesões graves no esôfago e vias aéreas. Enquanto álcalis tendem a causar necrose de liquefação profunda, ácidos causam necrose de coagulação mais superficial. Sintomas respiratórios como rouquidão e estridor indicam edema de vias aéreas superiores, que pode ser grave em ambos os tipos de ingestão, embora classicamente mais associado a álcalis.
A ingestão de substâncias cáusticas é uma emergência médica grave, com potencial para causar lesões devastadoras no trato gastrointestinal superior e nas vias aéreas. A compreensão dos sintomas e da evolução dessas lesões é crucial para o manejo adequado e para a prevenção de complicações a longo prazo. Os sintomas iniciais incluem dor oral e subesternal, hiperssalivação, odinofagia e disfagia, podendo evoluir para hematêmese e vômitos. A dor torácica ou dorsal intensa sugere perfuração esofágica, enquanto dor abdominal pode indicar perfuração de víscera abdominal. A angústia respiratória, manifestada por rouquidão, estridor e dispneia, é um sinal de edema das vias aéreas superiores, uma complicação potencialmente fatal. Embora a ingestão de álcalis seja classicamente associada a lesões mais profundas e extensas no esôfago e vias aéreas devido à necrose de liquefação, a ingestão de ácidos também pode causar danos significativos, especialmente no estômago, e comprometer as vias aéreas por aspiração ou edema. O manejo envolve estabilização do paciente, avaliação endoscópica precoce para estadiamento da lesão e tratamento das complicações, como estenoses e perfurações.
As lesões cáusticas do esôfago evoluem em três fases: fase aguda (dor, disfagia, odinofagia), fase latente (melhora dos sintomas) e fase de cicatrização/fibrose (reaparecimento da disfagia por estenose).
Álcalis causam necrose de liquefação, com lesões mais profundas e extensas no esôfago e orofaringe. Ácidos causam necrose de coagulação, tendendo a ser mais superficiais e a afetar predominantemente o estômago.
Dor intensa na região dorsal ou no tórax, febre, taquicardia, enfisema subcutâneo e sinais de sepse podem indicar perfuração esofágica mediastinal, exigindo intervenção cirúrgica imediata.
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