Lesão Vulvar Suspeita: Diagnóstico e Conduta Essencial

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher com 70 anos foi encaminhada para o ambulatório de patologia cervical/vulvar por causa de uma lesão avermelhada, pruriginosa, próxima ao clitóris. Fez uso de corticosteroides tópicos e sistêmicos, com melhora parcial do prurido, mas sem alteração da lesão. Também fez uso oral de fluconazol, sem resposta ao tratamento. O resultado da pesquisa de DNA de HPV foi negativo. Ao exame da paciente, evidenciou-se uma lesão no clitóris medindo 2 cm, eritematosa, com área de descamação, além de líquen escleroso acometendo parte do clitóris e pequenos lábios.A partir da situação apresentada, o médico deve solicitar

Alternativas

  1. A) vulvoscopia e realizar a biópsia da lesão.
  2. B) testes alérgicos e iniciar clobetasol tópico.
  3. C) cultura de fungos e tratar com cetoconazol tópico.
  4. D) teste de azul de toluidina e indicar vulvectomia simples.

Pérola Clínica

Lesão vulvar persistente, pruriginosa, eritematosa, descamativa, mesmo com líquen escleroso e HPV negativo → biópsia para excluir neoplasia.

Resumo-Chave

Lesões vulvares persistentes, especialmente em pacientes idosas e com fatores de risco como líquen escleroso, exigem investigação histopatológica. A biópsia é crucial para descartar neoplasias, mesmo na ausência de HPV, que não é o único fator etiológico para câncer de vulva.

Contexto Educacional

Lesões vulvares pruriginosas e persistentes são um desafio diagnóstico e terapêutico, especialmente em mulheres idosas. A epidemiologia do câncer de vulva mostra uma maior incidência em pacientes mais velhas, e condições como o líquen escleroso são fatores de risco conhecidos, aumentando a importância de uma investigação aprofundada. O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico. A fisiopatologia do carcinoma espinocelular de vulva pode ser dividida em duas vias: uma associada ao HPV (mais comum em mulheres mais jovens) e outra não associada ao HPV, frequentemente ligada a doenças inflamatórias crônicas como o líquen escleroso. A suspeita clínica surge com lesões que não respondem a tratamentos convencionais para infecções ou inflamações. A vulvoscopia permite a inspeção detalhada da vulva, identificando áreas suspeitas para biópsia. O tratamento definitivo para lesões malignas ou pré-malignas da vulva é cirúrgico, podendo variar de excisão local a vulvectomia, dependendo da extensão e profundidade da lesão. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico. A vigilância contínua é essencial para pacientes com fatores de risco, como o líquen escleroso, devido ao potencial de recorrência ou desenvolvimento de novas lesões.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para uma lesão vulvar suspeita de malignidade?

Sinais de alerta incluem lesões persistentes, pruriginosas, eritematosas, descamativas, ulceradas ou com crescimento, especialmente em pacientes idosas ou com líquen escleroso.

Por que a biópsia é fundamental em lesões vulvares persistentes, mesmo com HPV negativo?

A biópsia é crucial para obter um diagnóstico histopatológico definitivo e descartar neoplasias, como o carcinoma espinocelular, que pode ocorrer independentemente da infecção por HPV, especialmente em lesões associadas a doenças inflamatórias crônicas como o líquen escleroso.

Qual a relação entre líquen escleroso e câncer de vulva?

O líquen escleroso é uma condição inflamatória crônica que aumenta o risco de desenvolvimento de carcinoma espinocelular de vulva, sendo considerado uma lesão precursora. Por isso, lesões persistentes em áreas afetadas por líquen escleroso devem ser biopsiadas.

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