Lesão de Via Biliar Pós-Colecistectomia: Manejo e Reparo

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2019

Enunciado

Mulher de 50 anos foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica, indicada na urgência, devido diagnóstico de colecistite aguda. Recebeu alta hospitalar no 3º dia de pós-operatório. No 5º dia de pós-operatório, retornou ao pronto-socorro com quadro de dor abdominal, associada a distensão do abdome e vômitos. Ao exame físico, estava em regular estado geral, ictérica, eupneica, estável hemodinamicamente, com abdome distendido e doloroso. Ultrassonografia abdominal revelou a presença de líquido livre em cavidade abdominal. Optou-se, então, por videolaparoscopia, que evidenciou coleperitôneo, porém, não se identificou fístula biliar evidente. Foi realizada a lavagem da cavidade e a drenagem do hilo hepático. Após a cirurgia, houve melhora do quadro abdominal e saída de cerca de 900 mL de bile pelo dreno. Exames complementares mostram leucograma: 14000 células/mm³ (sem desvio); Hb: 10,9 g/dL; Plaquetas: 420000/mm³ ; bilirrubina total: 4,8 mg/dL; bilirrubina direta: 4,0 mg/dL; AST (TGO): 80 U/L; ALT (TGP): 55 U/L; Gama GT: 652 U/L; fosfatase alcalina: 423 U/L; amilase: 90 U/L; RNI: 1,27; albumina: 2,67 g/dL; PCR: 14,5. A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) realizada mostrou a seguinte imagem: Nesse momento, a melhor conduta é:

Alternativas

  1. A) Jejum oral e nutrição parenteral.
  2. B) Dieta livre via oral com suplementação enteral.
  3. C) Reconstrução biliar com anastomose término-terminal de colédoco.
  4. D) Ácido ursodesoxicólico e dieta restritiva de gorduras.
  5. E) Derivação bilio-digestiva em Y de Roux.

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