Lesões Vesicais: Diagnóstico e Associação com Fratura Pélvica

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Qual das alternativas a seguir é verdadeira a respeito das lesões vesicais?

Alternativas

  1. A) Estão presentes em 6 a 10 % dos pacientes com fratura pélvica.
  2. B) As descobertas físicas de dor abdominal, dor a palpação e confusão são patognomônicas.
  3. C) Em geral, há um diagnóstico tardio.
  4. D) As contusões vesicais costumam ser acompanhadas por hematúria severa estão associadas a uma taxa de 50% de laceração uretral.
  5. E) Nenhuma das opções acima.

Pérola Clínica

Lesões vesicais: comuns em 6-10% dos pacientes com fratura pélvica; hematúria macroscópica é o sinal mais consistente.

Resumo-Chave

Lesões vesicais são frequentemente associadas a traumas pélvicos de alta energia, especialmente fraturas. A hematúria macroscópica é o achado mais consistente e deve levantar a suspeita. Embora a dor abdominal e a confusão possam estar presentes, não são patognomônicas, pois podem ocorrer em outros traumas. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações.

Contexto Educacional

As lesões vesicais são um componente significativo do trauma urogenital, frequentemente associadas a traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos e quedas. A bexiga, quando cheia, é mais vulnerável a rupturas, especialmente em conjunto com fraturas pélvicas, devido às forças de cisalhamento e compressão. A prevalência de lesões vesicais em pacientes com fraturas pélvicas varia de 6% a 10%, tornando a suspeita clínica crucial nesses cenários de trauma. O sinal mais consistente de lesão vesical é a hematúria macroscópica, presente em mais de 80% dos casos. Outros achados incluem dor suprapúbica, incapacidade de urinar, distensão abdominal e sinais de peritonite em rupturas intraperitoneais. No entanto, a dor e a confusão não são patognomônicas, pois podem ser atribuídas a outras lesões traumáticas. O diagnóstico precoce é vital para prevenir complicações graves, como sepse e peritonite, que podem ser fatais. O diagnóstico definitivo é feito por cistografia retrógrada, que pode ser realizada com radiografia simples ou tomografia computadorizada, sendo o padrão ouro. O tratamento depende do tipo de lesão: contusões e rupturas extraperitoneais pequenas podem ser manejadas com drenagem vesical por cateter, enquanto rupturas intraperitoneais e grandes rupturas extraperitoneais geralmente requerem reparo cirúrgico. A associação com laceração uretral é uma complicação importante que deve ser investigada rotineiramente.

Perguntas Frequentes

Qual o principal sinal de alerta para suspeitar de uma lesão vesical?

O principal sinal de alerta é a hematúria, especialmente a macroscópica, presente na maioria dos casos de lesão vesical traumática. Sua ausência, contudo, não exclui totalmente a lesão, exigindo investigação adicional em casos de alta suspeita.

Qual exame é considerado o padrão ouro para diagnosticar lesões vesicais?

A cistografia retrógrada (ou cistografia por tomografia) é o padrão ouro para o diagnóstico de lesões vesicais, permitindo identificar o tipo e a localização da ruptura (intraperitoneal ou extraperitoneal), essencial para o planejamento terapêutico.

Quais são os tipos de lesões vesicais e suas implicações?

As lesões vesicais podem ser contusões, rupturas extraperitoneais (mais comuns, geralmente associadas a fraturas pélvicas e tratadas conservadoramente) ou rupturas intraperitoneais (menos comuns, geralmente por golpe direto na bexiga cheia, exigindo reparo cirúrgico devido ao risco de peritonite).

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