SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Paciente masculino vítima de acidente automobilístico, clinicamente estável, com fratura de planalto tibial e lesão extensa de artéria e veia poplítea. A melhor alternativa cirúrgica é:
Lesão arterial e venosa poplítea em trauma → restauração com enxerto autólogo de safena para melhor prognóstico do membro.
Em lesões vasculares complexas, especialmente em áreas de alta mobilidade como a poplítea, a restauração arterial e venosa com enxerto autólogo de veia safena é a técnica preferencial. Isso minimiza o risco de trombose e melhora a patência a longo prazo, sendo crucial para a viabilidade do membro e prevenção de síndrome compartimental.
As lesões vasculares poplíteas são emergências cirúrgicas graves, frequentemente associadas a traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos e fraturas de planalto tibial. A incidência de lesões combinadas arterial e venosa é significativa, e o prognóstico do membro está diretamente relacionado à rapidez e eficácia da revascularização. A isquemia prolongada pode levar à necrose muscular e nervosa, resultando em amputação. O diagnóstico precoce é crucial, baseado na avaliação clínica dos 5 Ps (pain, pallor, pulselessness, paresthesia, paralysis) e confirmado por exames de imagem como angiotomografia. A estabilização do paciente e o controle da hemorragia são prioridades iniciais. A decisão sobre a técnica cirúrgica depende da extensão e tipo da lesão, bem como da disponibilidade de material para enxerto. A restauração arterial e venosa com enxerto autólogo de veia safena é considerada o padrão-ouro para lesões complexas da região poplítea. Essa abordagem oferece as melhores taxas de patência a longo prazo e minimiza complicações como trombose e síndrome compartimental, preservando a função do membro. A ligadura venosa, embora mais simples, deve ser evitada sempre que possível devido ao alto risco de morbidade e perda do membro.
Sinais incluem ausência de pulsos distais, palidez, dor intensa, parestesia, paralisia e poiquilotermia do membro afetado, indicando isquemia aguda. A avaliação dos 5 Ps é fundamental.
A veia safena magna é o enxerto autólogo de escolha devido à sua disponibilidade, diâmetro adequado e menor risco de rejeição ou infecção, sendo superior a próteses sintéticas em áreas de flexão e contaminação.
A ligadura venosa poplítea pode levar a edema grave, síndrome compartimental, trombose venosa profunda, insuficiência venosa crônica e, em casos extremos, à perda do membro devido à dificuldade de drenagem e isquemia.
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