PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
A lesão de um vaso abdominal após a colocação do trocarte geralmente é identificada por:
Lesão vascular por trocarte → Sangramento visível imediato ou hematoma expansivo.
A identificação imediata de lesões vasculares durante a inserção do trocarte é vital; o sangramento ativo visível pela ótica ou pelo próprio trocarte é o sinal mais precoce.
As complicações vasculares na laparoscopia ocorrem predominantemente durante a fase de acesso. A detecção precoce é fundamental, pois o pneumoperitônio pode mascarar sangramentos venosos de baixa pressão, que se tornam evidentes apenas após a desinsuflação ou inspeção direta. O reconhecimento rápido através da visualização de sangue livre na cavidade ou hematomas retroperitoneais em expansão dita o prognóstico do paciente.
Os vasos mais frequentemente envolvidos em lesões graves durante a inserção do trocarte inicial ou da agulha de Veress são a aorta abdominal, a veia cava inferior e os vasos ilíacos. Lesões de vasos da parede abdominal, como a artéria epigástrica inferior, também são comuns, mas geralmente menos letais, manifestando-se como sangramento parietal ou hematoma de parede.
A prevenção envolve o uso de técnicas adequadas, como a técnica aberta (Hasson) em pacientes com cirurgias prévias, a elevação da parede abdominal durante a inserção da agulha de Veress e a manutenção de um ângulo de inserção seguro (geralmente 45-90 graus dependendo do biotipo do paciente). O uso de trocartes com lâminas protegidas ou sistemas de visualização direta também reduz riscos.
Ao identificar sangramento ativo, o cirurgião não deve remover o trocarte se este estiver tamponando a lesão. Deve-se estabilizar o paciente hemodinamicamente, solicitar ajuda de um cirurgião vascular se necessário e proceder com a laparotomia de emergência se o controle laparoscópico não for seguro ou possível.
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